A visão dos cães.

#Cachorro, #DogInformação, #PetDicas, Cães, Ciência e Medicina, Comportamento Canino, Medicina Veterinária

Quando se pensa em visão canina, logo vem a dúvida se eles enxergam em cores ou em preto e branco, mas a maneira como o cão enxerga não se reduz somente a conhecer essa resposta.

Nós humanos, sempre temos curiosidade em conhecer a forma como os demais animais enxergam por causa da importância que esse sentido tem em nossa forma de perceber o mundo e a nós mesmos.

A consciência que um cão tem dele mesmo não se baseia em sua imagem, mas principalmente em seu cheiro (olfato). Os cães percebem o mundo com uma hierarquia de importância dos sentidos diferente da nossa. Baseiam-se principalmente nos sentidos do olfato (1), posteriormente pela audição (2) e em menor grau pela visão (3). Dessa forma ao olhar-se num espelho e ver a imagem refletida, são incapazes de se reconhecer, pois nela não há seu cheiro.

A retina cobre o fundo da parte interior do globo ocular, ela contém cones e bastonetes, que são dois tipos de células sensíveis à luz. Os cones proporcionam a percepção da luz e visão detalhada, enquanto os bastonetes detectam os movimentos e a visão na penumbra.

Os cães têm retinas com predominância de bastonetes, que permitem terem melhor visão noturna que os humanos e têm uma visão orientada para o movimento. Eles não enxergam na escuridão total, mas precisam de cerca de 1/4 da luz que os humanos precisam para enxergarem a noite. Apesar de não distinguirem bem as cores com sua visão noturna, enxergam em preto e branco. Herança dos ancestrais que caçavam dependendo da luz da lua e das estrelas e que usavam os uivos, que ainda podem ser ouvidos principalmente nas noites claras.

Eles têm somente um décimo da concentração de cones dos humanos e apesar de verem cores, os cães não às enxergam como nós. Eles apresentam apenas dois tipos funcionais de cones ou células da retina responsáveis pela visão em cores. Portanto sua visão é tricromática (três variações de cores). Enquanto os humanos possuem três tipos de cones, o verde, o vermelho e o azul. Um dos cones do cão é responsável pela cor violeta e corresponde ao cone azul nos humanos. O outro é semelhante ao cone vermelho para humanos e percebe o tom amarelo-esverdeado.

Os cones verdes não estão presentes, o que os faz confundir as cores vermelhas e verdes como no tipo de daltonismo chamado de deuteranopia. Portanto os cães percebem os tons de azul como violeta e apresentam dificuldade em distinguir o verde, o amarelo-esverdeado, o amarelo, laranja e o vermelho. Visualizam a cor branca e podem diferenciar diversos tons de cinza, mas têm dificuldade em diferenciar os verdes do cinza.

Os cães usam informações como o cheiro, a textura, o brilho e a posição em substituição as cores. Os objetos de cores quentes como laranja, o vermelho ou até mesmo a cor rosa, não se destacam para um cachorro. Ele visualiza melhor brinquedos azuis, mas se quiser treinar o faro de um cão, use uma bolinha vermelha quando em gramado verde.

São capazes de enxergar em ambientes com pouca luminosidade, pois possuem pigmentos no fundo dos olhos que refletem e amplificam a luz em até 130 vezes mais que os humanos. Apresentam pupilas maiores para maior entrada de luz e retina rica em células para a captação de luminosidade.

Sua capacidade de acomodação visual, ou seja, a adaptação na formação das imagens é inferior à dos humanos. A maioria dos cães é considerada emétropes, ou seja, possuem olhos em que imagens visuais estão em foco claro na retina. Nos indivíduos amétropes, considerados portadores de olhos com visão anormal, há maior predisposição à miopia, que lhes incapacita de enxergar objetos distantes.

No geral, 24% dos cães apresentam miopia, mas ela acomete principalmente algumas raças como Pastores Alemães (53% dos indivíduos), Rottweiler (64% dos indivíduos), Labrador, Schnauzer miniatura e Poodle miniatura. Alguns desses indivíduos apresentam acentuada miopia. Essas alterações ocorrem por haver um comprometimento na habilidade do olho em gerar uma imagem focalizada com precisão, causando defeitos na refração da imagem.

Os cães também podem apresentar astigmatismo e hipermetropia (comum nas raças Retriever do Labrador, Retriever dourado e Cocker Spaniel) e de grau leve no Fila brasileiro. Além do uso de óculos, também podem ser utilizadas lentes intraoculares (LIOs), projetadas especificamente para cães.

Alterações do tamanho e cor dos olhos, sinais de dor ocular (olhos mais fechados ou piscando muito), presença de secreção ocular, lacrimejamento e até mesmo alterações no comportamento como diminuição da locomoção, irritabilidade, colidir com objetos, dificuldades em movimentar-se em ambientes escuros ou sensibilidade excessiva à claridade (fotofobia) podem indicar problemas oculares.

Para diagnosticar problemas oculares em cães, recomenda-se a realização de retinoscopia com luz em faixa. Nesse exame são observados os movimentos do reflexo do fundo do olho e a direção do movimento, que define o estado refrativo normal, patológico ou induzido cirurgicamente nos olhos. Também é recomendável a realização da avaliação da refração ocular nos exames de triagem para seleção de animais em funções específicas, como o na seleção de animais a serem empregados para uso militar, ou cão-guia.

Quando os cães ficam cegos, eles podem ter uma vida feliz se eles estiverem confortáveis em seu ambiente. Para isso o ambiente do animal precisa sofrer ajustes para que ele se sinta seguro. Não deixar objetos não usuais em suas passagens normais e precisam estar amparados por um local que não lhe ofereça riscos, como um quintal cercado. Em alguns casos é até difícil perceber que eles estão cegos.

Cães conseguem perceber um objeto em movimento com até 600 metros de distância e perceber detalhes com até 6 metros de distância, enquanto uma pessoa com visão saudável consegue ver a 22 metros de distância. Sua visão para detalhes pode ser estimada como seis vezes menor que a média dos humanos. Como possuem as pupilas muito grandes, dependendo da distância, eles só enxergam com foco o que está no centro da imagem. Todo o resto é visto borrado, ou seja, desfocado.

Além de enxergarem muito bem um objeto à frente de sua cabeça, possuem visão periférica binocular e superior à dos humanos. A visão binocular auxilia a saltar cobrir, capturar, e muitas outras atividades fundamentais aos predadores. Raças de cães desenvolvidas para caça tiveram sua visão periférica ampliada geneticamente.

Porém, onde a visão de cada olho se sobrepõe, aumenta a percepção de profundidade. A distância entre os olhos dos cães diminui a sobreposição e reduz a visão binocular. Além de ter menor visão binocular que os humanos, os cães também têm menor acuidade visual. Os cães precisam estar a uma distância de pouco mais de 6 metros para vê-lo da mesma forma que um humano veria se estivesse a quase 23 metros.

Espécies que costumam ser presas tendem a ter os olhos posicionados nos lados de sua cabeça, para aumentar o campo de visão e permitir que enxerguem a aproximação de predadores. Espécies predadoras, como humanos e cães, têm os olhos posicionados perto um do outro. Enquanto os olhos humanos são posicionados em linha reta, os olhos dos cães, dependendo da raça, posicionam-se em ângulo de 20 graus. Este ângulo aumenta o campo de visão e a visão periférica do cão.

Por terem olhos com uma sobreposição em torno de 100 graus apresentam uma amplitude de visão superior (em algumas raças pode chegar a 270 graus). A nossa é de aproximadamente 180 graus e possui sobreposição do campo de visão de cada olho num ângulo de 140 graus. A maior amplitude visual varia conforme a posição dos olhos, que muda conforme a raça.

A percepção de profundidade dos cães é sempre melhor quando eles olham à frente, mas é bloqueada pelo focinho em certos ângulos. Portanto, percebem objetos fora do foco principal com maior facilidade, principalmente se estiverem em movimento. É como se o objeto em deslocamento saltasse de um fundo parado.

Distorções também ocorrem na visualização de objetos a menos de 33 centímetros dos olhos, tornando a imagem embaçada. Para essas distâncias os cães utilizam seus outros sentidos, para auxiliar na “investigação”.

Programas de TV estão adaptados à percepção humana de 60 quadros por segundo, formando uma imagem linear. Os cães possuem a capacidade de enxergar de 70 a 80 quadros por segundo, portanto é como se a TV mostrasse imagens de slides trocados muito rapidamente. Como os cães não possuem uma boa acomodação visual, eles ficam somente interessados no movimento gerado pela troca das imagens.

 

Saiba mais:

Retinoscopia em cães de trabalho militar: Correlação entre ametropias e alterações comportamentais – Gustavo Helms
Vetweb Oftalmologia Veterinária
Retinoscopia com luz em faixa em cães fácicos, afácicos e pseudofácicos
L.A.L. Mobricci; J.J.T. Ranzani; P.V.M. Steagall; A.C.L. Rodrigues; L.R. Carvalho; C.V.S. Brandão
Canine Vision
New Study Shows That Dogs Use Color Vision After All
How Dogs See the World
Vision in dogsPaul E. Miller, DVM, and Christopher J. Murphy DVM, PhD
The World Through The Dogs Eyes
SLATTER, D. H. Fundamento de Oftalmologia Veterinária. 3 ed. São Paulo: Roca, 2005. 686p.
GELLAT, K. N. Manual de Oftalmologia Veterinária. São Paulo: Manole, 2003. 594p.

Artigo retirado em sua íntegra do site: http://netvet.com.br/post/A-visao-dos-caes,263

Regina Ripamonti (Autor).
Formada em Biologia e Pedagogia e com mais de 25 anos de atuação na área de Educação, Regina Ripamonti usará seu espírito investigativo e crítico para trazer assuntos de interesse veterinário e de educação ambiental, na busca de redefinição das relações do ser humano com o meio ambiente e a reafirmação de sua interdependência.

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Uso irregular de jalecos na saúde e a contribuição deste para o fenômeno-doença.

O emprego do jaleco além de ser uma vestimenta recomendado para os profissionais de saúde como uma das barreiras de proteção na prevenção de contaminação por agentes infecciosos, principalmente aqueles que trabalham em áreas com riscos variáveis e complexas, também reduz significativamente o risco de acidente ocupacional.

Infelizmente esse tradicional equipamento de proteção para profissionais da saúde e para quem trabalha no campo da pesquisa, cujo uso deveria ser dentro do seu local de trabalho como laboratório ou ambiente hospitalar, passa a ser utilizado fora desses ambientes como uma marca que transmite respeito e traz valor a pessoa que usa. Ao mesmo tempo em que o jaleco é considerado um acessório de proteção para o profissional o seu mau uso passa ser um veículo de transmissão de doenças.

PUCCINI (2011, p. 3044) em uma das suas pesquisas direcionada à infecção hospitalares, relembra que meado do século XIX o médico Ignaz Semmelweis, de origem húngara e ideias questionadoras e meio conservador círculo de colegas em Viena, comprovou a hipótese de que as doenças graves (doenças infecciosas na época não se conhecia a existência de microrganismos) eram decorrentes de procedimentos terapêuticos, foi por muitas vezes alvo de zombarias e até perseguido.

Bactérias multirresistentes, que podem provocar doenças como faringite, otites, pneumonia, tuberculose e até mesmo a morte, são carregadas para lugares públicos e retornam das ruas para consultórios médicos, odontológicos, enfermarias e salas de cirurgia nos jalecos dos mais diversos profissionais da saúde. Essa negligência profissional, na maioria das vezes acontece por arrogância ou por desconhecimento de alguns conceitos básicos de microbiologia (CARVALHO et al., 2009, p. 307).

Locais como restaurantes e lanchonetes perto de hospitais, laboratório de análises clínicas, consultório odontológico, clínica cirúrgica e veterinária de várias cidades observa-se, diariamente, médicos, enfermeiros, odontólogos e outros profissionais de saúde paramentados com seus aventais de mangas compridas, gravatas, estetoscópio nos pescoço e até mesmo vestimentas específicas para área cirúrgicas que seria restrita somente para seus ambientes de trabalho e que estão presente nestes ambientes públicos (CARVALHO et al., 2009, p. 357).

Mesmo com a Norma Regulamentadora NR-32 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que restringe o uso do jaleco fora do local de suas atividades laborais, ainda é muito comum o descumprimento dessa regra entre os profissionais da saúde.

O professor Adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro e chefe do Laboratório de Microbactérias do Instituto de Microbiologia Paulo de Goes Rafael Silva Duarte, em janeiro de dois mil e doze aponta que os micro-organismos patogênicos podem ser depositados em tecidos de jalecos por diversos meios (mão, secreções, contaminação ambiental) e não são eliminados em período curtos, permanecendo viáveis por períodos prolongados. O mesmo também afirmou que Mycobacterium tuberculosis, por exemplo, o agente etiológico da tuberculose permanece viável no tecido de algodão 50 dias como comprovaram por experimentos em seu laboratório (RIBEIRO e SEVERIANO, 2012).

As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) são consideradas em todo mundo como um importante problema de saúde pública por comprometeres a segurança e a qualidade assistencial dos pacientes em instituições de saúde, levando ao prolongamento do período de internação (OMS, 2009; HAUTEMANIÈRE et al., 2011 apud SILVA, 2011 p. 17).

Estudos relacionados com a origem das infecções hospitalares tem demonstrado que em certos casos este problema não pode ser evitado/prevenido mesmo com todas as precauções adotadas, como é o caso de pacientes imunologicamente comprometidos, sendo a infecções de origem da sua própria microbiota. Já em relação à questão da existência das infecções que podiam ser evitadas, exige da equipe da saúde e das instituições, responsabilidade, ética, técnica e social no sentido assegurar os serviços e os profissionais a prevenção das infecções hospitalares (PEREIRA, 2005, p. 252).

A contaminação microbiana de uniformes e jalecos brancos surge durante atendimento clínico em contato com o paciente, e do usuário para o uniforme. Neste caso, o uso rotineiro pelo profissional de saúde no contato com pacientes faz com que esses acessórios se tornem colonizados por bactérias patogênicas. Esta questão foi confirmada em uma pesquisa na qual foi demonstrado que os jalecos brancos de estudantes de medicina são mais susceptíveis de estarem bacteriologicamente contaminado em pontos de contato frequente, como mangas e bolsos. Os principais microrganismos identificados foram os que estão presente na pele incluindo o Staphylococcus aureus. Para alguns pesquisadores, a limpeza dos jalecos realizada pelos estudantes, foi correlacionada com a contaminação bacteriológica, onde apenas uma parte desses estudantes lavava os seus jalecos esporadicamente (CARVALHO et al., 2009, p. 358)  

Embora a responsabilidade das infecções seja relacionada também a estrutura organizacional que envolve políticas governamentais, institucionais, administrativas, interpessoais e Intersetoriais no trabalho, o envolvimento profissional é o grande foco para a falta de conscientização na adesão as medidas de controle de Infecção Hospitalar (IH).

Vários pesquisadores relatam que uniformes dos profissionais de saúde, incluindo, os jalecos, quando em uso torna-se progressivamente contaminados com bactérias provenientes de usuários, de pacientes e de ambientes clínico. Alguns acessórios que ficam em contato direto com os jalecos dos profissionais de saúde como crachás de identificação, colares e brincos usados por muitos profissionais também podem estar contaminados com microrganismos patogênicos que poderiam ser transmitidas aos pacientes.

Um dos membros da comissão de biossegurança do centro de saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e chefe do Laboratório de Microbiologia de Alimentos do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Goes (IMPPG) Marco Antônio Lemos Miguel, alerta que além da importância da lavagem das mãos, a proibição do uso do jaleco fora do ambiente de saúde é importante, pois fecha umas das portas por onde microrganismo extremamente perigoso pode ter acesso à comunidade. Esse pesquisador relata que estudos realizados demonstram que as bactérias causadoras de infecções hospitalares podem permanecer até 17 semanas no jaleco, e o número dessas bactérias patogênicas não se reduz durante a jornada de trabalho como de 8 horas de um profissional de saúde. Esses microrganismos muitas vezes são resistentes a antibióticos causando grande dificuldade no tratamento do paciente, aumenta o custo e os riscos de morte (RIBEIRO e SEVERIANO, 2012).

A consequência desta negligência profissional, especialmente dos profissionais da área da saúde em relação à segurança do paciente e da comunidade, tem demonstrado falha nas campanhas de conscientização dos profissionais e da população. Esse problema deve ser rotineiramente trabalhado, passando os profissionais a serem notificado e por último punidos pelo o estabelecimento empregador.

REFERÊNCIAS:

http://portal.anvisa.gov.br/

CARVALHO, Carmem Milena Rodrigues Siqueira et al. Aspectos de biossegurança relacionados ao uso do jaleco pelos profissionais de saúdeuma revisão da literatura. Texto contexto – enferm.,  2009, vol.18, n.2, p. 355-360.

PEREIRA, Milca Severino et al.. A infecção hospitalar e suas implicações para cuidar da enfermagem. Texto Contexto Enferm, 2005. jun., v.2, n. 14, p. 250-257.

PUCCINI, Paulo de Tarso. Perspectivas do controle da infecção hospitalar e as novas forças sociais em defesa da saúde. Ciênc. saúde coletiva, 2011, vol.16, n.7, p. 3043-3049.

RIBEIRO, André e SEVERIANO, Luana. Por que e como deve ser punido o uso do jaleco fora do ambiente de trabalho. Olhar Vital – UFRJ. Ed. 275, jan. 2012. Disponível em <http://www.olharvital.ufrj.br/2010/index.php?id_edicao=275&codigo=4&gt;.  Acesso 02 abril 2013.

SILVA, Marlene das Dores. Caracterização epidemiológica dos microrganismos presentes em jalecos dos profissionais de saúde de um hospital geral. 2011. Tese (Mestrado em Enfermagem) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2011, p. 102.

Artigo por * Margareth Oliveira  Amâncio, 2013

  • Mestranda em Biotecnologia Farmacêutica pela Universidade de Coimbra – Portugal, Enfermeira e Farmacêutica. Especialista em Saúde Pública e também Especialista em Urgência e Emergência. http://lattes.cnpq.br/6354150948286018 

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Cãominhada Perfeita

Atividade física, Brincar é Arte Educar faz parte, dogwalkercastrozn, Passeio Educativo

Tome nota de algumas dicas importantes que foram elaboradas pelo Dr. Fabio Ravaglia:

– Pelo calor, que pode danificar as patas dos animais, a caminhada deve ocorrer no período da manhã ou bem no final da tarde;

–  A respiração ofegante do cão e a resistência em continuar o trajeto devem ser respeitadas. Mas, não associe o cansaço do animal com a língua de fora! Os cães sentem mais calor do que os humanos, mas não transpiram, porque não possuem glândulas sudoríparas. Eles efetuam a perda de calor pela língua e também pelo focinho e “almofadinhas” das patas;

– Para mostrar ao cão a diferença entre passeio e caminhada procure adotar uma postura mais séria, com comandos mais firmes;

– As paradas do cão, tão comuns nos passeios, devem ser abolidas para que se mantenha um ritmo adequado ao cachorro e ao tutor\condutor;

– Nas caminhadas, fique atento para evitar acidentes com crianças e pessoas idosas. Use sempre os equipamentos de segurança, como coleiras e focinheiras, para algumas raças\locais;

– Mantenha a vacinação em dia e recolha as fezes do animal – SEMPRE!;

– Para garantir o bem-estar do seu melhor amigo, é importante fazer com que ele beba água em pequenas quantidades e urine antes de começar a caminhada;

-Fique atento com a forma de conduzi-lo, segure a guia de maneira firme, do lado esquerdo e mantenha uma postura ereta porém calmo. As guias com extensores devem ser utilizadas somente quando o cão estiver acostumado à prática de caminhada;

– Recompense o cão após a caminhada com um carinho\petisco canino para condicionar o bom comportamento;

– Ao caminhar, deixe as preocupações de lado. A pessoa preocupada, sem perceber, tem a tendência de deixar o corpo tenso. E, tensionar o corpo durante o exercício, pode ocasionar alguma lesão;

– A cabeça deve estar centrada nos ombros; o olhar focaliza o horizonte, em linha reta; o queixo e a cabeça acompanham o olhar;

– Os ombros devem estar relaxados. Evite incliná-los para frente ou para os lados;

– O tórax deve ficar em posição normal, sem desvios para frente ou para trás;

– Os braços devem estar para baixo, levemente dobrados. O balanço dos braços durante a caminhada deve ser natural e suave;

– Nas mãos, o ideal é agir como se tivesse segurando uma borboleta. A ideia é não apertá-las, para não esmagar a borboleta, nem abri-las demais para não deixar a borboleta fugir;

– Mova o quadril de forma natural, acompanhando o movimento das pernas para frente e para trás. Nunca movimente os quadris para os lados;

– Atenção com os pés! O calcanhar deve tocar o chão primeiro. É importante rolar a pisada no sentido calcanhar, arco e dedos, complementando sempre essa sequencia antes de mudar para o próximo passo;

– A respiração é muito importante! A dica é concentrar-se em manter a respiração suave, profunda e regular. Ao ficar relaxado, o coração do praticante da caminhada vai bater ritimadamente.

Dr. Eduardo Fava Schmidt – médico veterinário e sócio-gerente do Hospital Veterinário Rebouças;

Dr. Fabio Ravaglia – médico ortopedista e presidente do Instituto Ortopedia & Saúde.

Fonte: Revista Papo de Pet – ed06

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Cesar Millan ou Victoria Stilwell, quem tem razão?

Sempre quando começamos a falar em técnicas de adestramento básico, comportamento canino e problemas de temperamento vêm à tona o debate para saber quem é melhor Cesar Millan, o mexicano que virou celebridade em L.A. com o programa “O Encantador de Cães” (Animal Planet), ou Victória Stillwell, ex- atriz britânica que apresenta o programa “Ou eu ou o Cachorro” na GNT.

Cesar não se mostra como adestrador, mas sim como comportamentalista canino que tem objetivos bem diferentes de ensinar o cão a sentar ou dar a pata. No Brasil, adestradores, MV especialistas em comportamento animal criticam-no por ser entendê-lo como rude, pregar a submissão e abusar dos toques físicos nos cães. Os resultados de suas “sessões” são rápidos e quando não consegue atingir seu objetivo, (em curto prazo) leva o cachorro do episódio para seu centro de reabilitação em Los Angeles, para terminar o tratamento.

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Victoria tem outra abrangência em seus programas. Ela ensina técnicas, comprovadas pelos adeptos do Reforço Positivo, que com paciência, insistência e muito trabalho os cães podem abandonar comportamentos bastante desagradáveis e perigosos para quem convive com eles.

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APROVEITAR O LADO BOM DE CADA UM

Como bom curioso eu prefiro entender melhor e pesquisar o que cada um tem para oferecer, separando caso a caso. Em minha opinião, as técnicas de César são mais eficientes com cães agressivos, ansiosos e dominantes de raças grandes, principalmente os molossos. Na realidade, Cesar treina o tutor e família humana a se tornar o líder do cão deixando bem claro que o inverso é perigoso para o equilíbrio da relação humano-cão-humano e traz sofrimento ao animal. No caso que ocorreu no Rio de Janeiro, entre um casal de Rottweillers agressivos que chegaram a mutilar a mão da tutora. É claro que o fim desta história foi trágica para todos. A mulher, médica-cirurgiã, perdeu o movimento da mão direita e, consequentemente, sua carreira. O cão foi sacrificado por ser uma ameaça real para a família. O marido desta médica lamenta não ter entendido os sinais demonstrados pelos cães, tais como a possessividade da comida, a territorialidade e a dominância excessiva do macho. Sobrou carinho e faltou atitude.

Neste cenário é preciso entender que pessoas inexperientes com cães devem evitar certas raças. Ao mesmo tempo, quem tem um exemplar de uma raça forte deve buscar informação, ajuda profissional e se impor como líder indiscutível do animal. César deixa isso bem claro quando diz que carinho e amor não são o que um cão espera da relação, mas sim três coisas, nesta ordem:

  • Exercício: Eles precisam gastar a sua energia de forma orientada, pelo menos uma hora por dia, sempre respeitando os sinais do seu líder \ dogwalkercastrozn, geralmente é recomendado passeios de pelo menos 40 minutos (dependendo do porte, idade e salvo restrição médica veterinária); [Posse Responsável];
  • Disciplina: Deve ser aplicados com o escalonamento de regras, limites e restrições entre o cão e matilha-família. Disciplina também quer dizer regularidade das tarefas e com as atividades indicadas, propiciando que eles se tornem mais sociáveis e tranquilas; [Psicologia Canina];
  • Carinho: Isso a maioria é especialista. Essa deve ser a última atividade realizada com o cão. O carinho também é usado como recompensa por bom comportamento. [Reforço Positivo].

Victoria Stillwell é adestradora profissional. Admirado e seguido por milhões de profissionais e proprietários de cães, seu método de educação canina é embasado no reforço positivo de treinamento, que, por meio de petiscos e agrados, mostra ao cão que atitudes positivas têm recompensa, e combate, veementemente, a dominância, a agressividade e a punição diante de maus comportamentos do animal. Ela diz que muitos comportamentos negativos dos cães acontecem porque eles vivem sob as regras de nossa casa, estranhas aos animais, e acabam desenvolvendo problemas como estresse, ansiedade e insegurança. Se punir esse animal, poderá fazê-lo se comportar de forma ainda pior e incentivá-los a se tornarem agressivos. O reforço positivo mostra ao cão como se comportar e de que forma se comportar bem traz prazer.

Em contra ponto a Cesar Millan, Stilwell afirma: “O ponto principal contra a teoria da dominação é que ela pode ser perigosa para as pessoas. Quando as pessoas veem, na mídia, um cão que é treinado com o uso dessas técnicas rudes, de certa forma está sendo enganados. O modo como a TV mostra as coisas pode ser muito sedutor. (Lembre-se do aviso sobre nunca realizar as técnicas aplicadas por Cesar Millan e SEMPRE solicitar apoio profissional). A razão pela qual me orgulho muito de meu programa é que, se algo não está dando certo, não digo que é um sucesso. Nós mostramos a verdade. Não acontece com muita frequência no meu programa porque trabalho duro para que tudo dê certo. Mas as pessoas vão acreditar no que virem e pode parecer impressionante. O que elas não percebem que algumas técnicas podem causar danos psicológicos aos cães e afetar a confiança entre cão e dono.”.

Em tempo: Eu nunca vi Cesar Millan, apesar da rudeza característica, condenar um cão a ser sacrificado, no entanto, Stilwell recomendou o sacrifício de um Cocker Spaniel, durante um episódio que tratava de agressividade. Agora basta você optar qual programa ou leitura mais te agrada ou se encaixa no perfil de seu cão, para que possa ajudá-lo a interagir ainda mais com seu companheiro.

 

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Adestramento, Cesar Millan, Comportamentalista Canino, Victoria Stilwell

Para ajudar os dois (2) animais caninos que estão em uma residência, onde o atual inquilino se mudou e deixou os cães pra trás, no bairro de Vila Guilherme, zona norte de SP, depois de ver um post em uma rede social, fomos ao local e identificamos a real situação e SOLICITAMOS ENCARECIDAMENTE, mobilização para locomoção deles para LARES TEMPORÁRIOS, a fim de abrigar os animais para que possam ser levados ao veterinário, caso necessite realize o devido tratamento e castração para posterior adoção. Nestas casas, o que não falta para os animais vítimas de maus-tratos e abandonados é amor.

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Por enquanto, os dois cães continuam na casa, em conversa com vizinhos, foi relatado que estão alimentando pelo muro (jogando a ração em sacola plástica), e a água é que é o problema, pois os cães estão isolados no fundo da residência que está trancada, dificultando o acesso. Necessitamos URGENTEMENTE DE LARES TEMPORÁRIOS, pois com a dificuldade de oferecer água e alimento é grande. 

“Nós, já temos alguns cães nesse esquema e entre idas e vindas, alguns ficaram definitivamente.” No entanto, achar novos tutores para os cães não é uma tarefa fácil. Alguns passam anos à espera de uma família. A internet se tornou uma aliada na campanha e faz com que os animais fiquem conhecidos. 

2 (DOIS) CÃES ABANDONADOS EM CASA VAZIA (ZN-SP), PRECISAM DE LAR TEMPORÁRIO, MADRINHAS E PADRINHOS, VAMOS AJUDAR ?

2 (DOIS) CÃES ABANDONADOS EM CASA VAZIA (ZN-SP), PRECISAM DE LAR TEMPORÁRIO, MADRINHAS E PADRINHOS, VAMOS AJUDAR ?

‪#‎LARTEMPORÁRIO ‪#‎MADRINHAS ‪#‎PADRINHOS‪#‎APADRINHE #UMCÃOABANDONADO ‪#‎ADOTE 

#‎ADOÇÃORESPONSÁVEL‪#‎JUNTOSPOUMACAUSA 

#‎dogwalkercastrozn ‪#‎petcentercastro

#JuntosporUmaCausa, #LT, Adoção Canina, Adote, Cães, Lar Temporário, Madrinha, Maus tratos animal, Padrinho

Por que os cachorros comem grama.

#DogInformação, #PetDicas, Comportamento Canino, dogwalkercastrozn, Medicina Veterinária, Por que os cachorros comem grama

É bastante comum cães comerem grama, e há diversas explicações para este tipo de comportamento. Primeiramente, canídeos selvagens (lobos e raposas, por exemplo) comem qualquer tipo de animal que consigam pegar. Uma vez que comem muitos herbívoros (animais que comem plantas), eles acabam comendo muita grama e plantas que ficam nos intestinos destes animais. Além disso, sabe-se que eles comem algumas frutas silvestres e vegetais. Por conta disso, cães comem grama porque, na verdade, faz parte de sua dieta natural.

Muitas vezes, cães vomitam logo após comer grama. Eles comem para conseguir vomitar? Ou eles vomitam por terem comido a grama? É um mistério, mas aparentemente cães costumam comer grama quando há algo errado com seu estômago.

Outro motivo: eles gostam. Alguns cães parecem preferir certos tipos de grama ou vegetais pelos quais eles vão procurar e então comer.

Por que os cachorros comem grama

  1. Fome

Os cães consideram a grama um alimento e podem comer grama principalmente quando estão com fome. Como falamos acima, os cães primitivos estavam acostumados a comer grama, pois eles comiam animais herbívoros e acabavam comendo a grama/vegetal que estava no estômago desses animais.

2. Dieta deficitária

O cão pode estar sentindo falta de algum nutriente e pode tentar compensar isso ingerindo outros tipos de comida. A dieta pode estar desequilibrada, faltando, por exemplo, vitaminas e minerais. Ingerir grama faz com que o corpo produza vitaminas A, E e K. Tenha certeza que seu cão se alimenta bem, se você dá alimentação natural, fale com o nutricionista. Se você dá ração, procure fornecer uma ração super premium.

3. Gastrite crônica e dor de estômago

Há uma crença popular de que o cachorro come grama quando está com gastrite ou enjoado, para provocar o próprio vômito. Isso não é comprovado ainda. A clorofila presente nas plantas age como um antibacteriano em feridas e podem combater infecções na gengiva, garganta etc.

4. Ansiedade

Comer grama pode ser um sinal de estresse e ansiedade. Ele pode estar comendo grama por puro tédio. Outros sinais de tédio e ansiedade são: latir muito, automutilação, roer móveis, etc. Você pode melhorar isso se der mais atenção ao seu cão e passear mais com ele pra que ele gaste energia.

5. Instinto de caça

Existe estudos que falam que o cachorro come grama para sentir a presença da presa naquela região, como se ele pudesse se preparar para um ataque. É totalmente instintivo.

Você não precisa se preocupar tanto quando seu cachorro come grama, porém, como citamos acima, isso pode ser um sinal de outros problemas. Confira se está tudo certo com seu cachorro e se mesmo assim ele continuar comendo grama, não é um motivo pra grandes preocupações, a não ser, claro, que alguém tenha colocado veneno pra ratos no jardim. Muitos condomínios costumam fazer isso, portanto, muito cuidado.

Fonte: Tudo sobre Cachorros

Foto: Denis Castro, dog Freddy, pitbull mascote #dogwalkercastrozn #petcentercastro

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Porque passear com @dogwalkercastrozn ?

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Não é nada fácil explicar para os tutores que os cães precisavam de atividade, exercícios diários, não só “adestramento”, para ter saúde física e mental, assim como para solucionar questões de comportamento mais comuns.

A partir disso e com foco 100% no cão e na qualidade do serviço, procuramos proporcionar aos cães o que eles realmente desejavam: – Passeio divertido, ativo e que incentiva a interação entre eles, as pessoas e a natureza.

Ao focar nos cães, entendemos que também focamos em humanos, pois conseguimos transmitir a eles a hierarquia necessária para o equilíbrio da matilha.

Muitas pessoas acreditam que qualquer um pode fazê-lo, e é um grande engano.

Além de amar e respeitar os cães, deve-se conhecer o mercado, psicologia canina, assiduidade e extremamente responsável para que tenha uma atividade com qualidade.

dogwalkercastrozn atua com profissionais qualificado e capacitado em primeiros socorros e em psicologia canina, preocupando-se, além disso, com a observação de eventual anomalia, selecionando cães sadios, eliminando o risco de inconvenientes.

A fim de tornar os grupos homogêneos, realizando atividade recreativa buscando conhecer melhor as características e gostos particulares.

Para a maioria, os cães são membros da família, necessitando de cuidados especiais, personalizados, com responsabilidade e amor.

Caminhar com os cães é considerado um excelente exercício, que pode ser realizado por cães de todas as raças e idades. Este tipo de atividade evita o sedentarismo e, consequentemente, a obesidade, regularizando o condicionamento físico e equilibrando seu temperamento.

Muitos cães – principalmente os que não possuem espaço para brincar e os que passam grandes períodos sozinhos, afastados de seus tutores ou do convívio de outros da mesma espécie – desenvolvem estresse. Para este mal, passear é um ótimo remédio.

Assim como os seres humanos, os cães necessitam de passeios, exercícios, outros odores, socialização com o ambiente externo, e de um líder, e é você, o tutor. Na maioria das vezes, os cães são líderes no mundo dos humanos porque as pessoas dizem:

“Não é uma gracinha? Ele está tentando me falar alguma coisa”. É a velha síndrome de Lassie: “O que foi Lassie? O vovô caiu dentro do poço?” Sim, ser humano, nesse caso seu cão está tentando lhe dizer algo – está fazendo você se lembrar de que ele é o líder, e você, o seguidor.

Então, quando você acorda na hora que quiser, você é o líder da matilha.

Quando abre a porta porque quer, é o líder.

Quando sai de casa antes de seu cão, é o líder.

Quando toma as decisões em sua casa, é o líder.

E não estou falando sobre 80% do tempo.

Estou falando sobre 100% do tempo.

Se você exercer apenas 80% da liderança, seu cão o seguirá em apenas 80% do tempo.

E nos outros 20% ele comandará o espetáculo.

Se você der ao seu cão a oportunidade de ser líder, ele não vai desperdiçá-la.

Não há restrição, apenas particularidades quanto à duração e frequência dos passeios, levando-se em conta o nível de energia do animal, seu interesse por exercícios, condicionamento físico, obesidade e envelhecimento.

Além de problemas locomotores como displasias, luxações, artroses e degenerações ósseas. É importante adaptar o passeio de forma individual, respeitando os limites e sem causar danos ao organismo.

Todos os manejos são realizados com intervalos para descanso, necessidades fisiológicas e água, lembrando que sempre serão respeitadas as tipicidades de raça, idade, peso e eventuais restrições físicas e de saúde do cão.

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Atividade física diária vs. Tutores e seus peludos.

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Na maioria das vezes, tutores não realizam com qualidade necessária os passeios de que tão eles (dogs) querem, precisam e necessitam. (Passeio, Persistência e Paciência. – Rotina do 3 P´s).

Por isso, @dogwalkercastrozn surgiu para satisfazer as necessidades básicas do cão, enquanto auxilia o tutor no cuidado com seu peludo. O serviço de dogwalker – ou passeador de cães – é muito comum em países como Estados Unidos, Inglaterra e Argentina.

No Brasil, a população canina aumenta a cada ano. Em São Paulo, por exemplo, houve um aumento de 60% no número de cães entre 2002 e 2008 (de acordo com censo realizado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP) totalizando 2,4 milhões de cachorros só na capital paulista. Estima-se que exista 1,5 milhão de cães com um responsável apenas em São Paulo; daí a necessidade de profissionais aptos para suprir esta demanda.

A ausência de exercícios físicos acarretam distúrbios de diversos sintomas, independentemente de raça, da idade, porte ou sexo. Ao incorporar cães em ambientes construídos pelo humano, em áreas urbanas e rurais, é sempre relevante considerar a importância da promoção e preservação da saúde física e mental da matilha, o equilíbrio ecológico e o bem estar animal.

Pensando nisso, todo nosso trabalho são desenvolvidos com base nas diretrizes da psicologia canina, reforço positivo e posse responsável, formando um tripé:

Exercício: Essa é a primeira e mais importante atividade praticada em conjunto pelo cão e seu tutor, geralmente é recomendado passeios de pelo menos 40 minutos (dependendo do porte, idade e salvo restrição médica veterinária); [Posse Responsável];

Disciplina: Deve ser aplicados com o escalonamento de regras, limites e restrições entre o cão e matilha-família. Disciplina também quer dizer regularidade das tarefas e com as atividades indicadas; [Psicologia Canina];

Carinho: Essa deve ser a última atividade realizada com o cão. O carinho também é usado como recompensa por bom comportamento. [Reforço Positivo].

Segurança sem comprometer a diversão do seu cão é nossa condição diária, necessária para o equilíbrio da matilha-família.

Com diferenças de idade, de personalidade e de condicionamento físico, nos esforçamos e realizamos programas para oferecer tratamento diferenciado a cada cão atendido.

Respeitamos e amamos os animais, por isso, não comprometeremos saúde e satisfação por um ganho monetário, Nunca!

Os grupos de passeios são limitados em até 3 cães por passeador e também oferecemos Passeio Educativo Individual para aquele que assim o desejar ou ser pós avaliação necessário para posterior introdução da socialização.

Saiba mais acessando : 🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

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Erros mais comuns na hora de educar um cão de estimação.

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  • Não use a palavra “não” toda hora.
  • Evite dar “bronca” nos momentos em que o cão tiver dificuldades em relacioná-la ao comportamento errado que se quer coibir.

Sem a certeza do motivo, o cão irá apenas se acostumar à “bronca”.

  • Muitas vezes, ao fazer algo errado, o cão está apenas querendo chamar a atenção.

Cair nessa “armadilha” (por exemplo, correr atrás do animal para retirar um objeto de sua boca) reforçará esse comportamento.

  • Usar violência física como punição é um erro grave, que levará o cão a desenvolver distúrbios comportamentais,

como medo excessivo e/ou agressividade. Além disso, depois de estabelecida essa prática,

torna-se remota as possibilidades de reversões futuras no quadro comportamental.

  • Se, no entanto, a correção for inevitável, é imprescindível escolher o momento exato em que deve ocorrer.

A melhor ocasião será durante a “intenção”, antes de o comportamento errado acontecer; ou ainda, quando o comportamento errado está acontecendo, sendo ideal torná-lo desagradável ou sem graça.

Depois de o comportamento errado ter terminado, a correção fica sem sentido.

A melhor estratégia será então tentar provocar a mesma situação novamente para, aí sim, aplicar a correção.

 

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