A visão dos cães.

#Cachorro, #DogInformação, #PetDicas, Cães, Ciência e Medicina, Comportamento Canino, Medicina Veterinária

Quando se pensa em visão canina, logo vem a dúvida se eles enxergam em cores ou em preto e branco, mas a maneira como o cão enxerga não se reduz somente a conhecer essa resposta.

Nós humanos, sempre temos curiosidade em conhecer a forma como os demais animais enxergam por causa da importância que esse sentido tem em nossa forma de perceber o mundo e a nós mesmos.

A consciência que um cão tem dele mesmo não se baseia em sua imagem, mas principalmente em seu cheiro (olfato). Os cães percebem o mundo com uma hierarquia de importância dos sentidos diferente da nossa. Baseiam-se principalmente nos sentidos do olfato (1), posteriormente pela audição (2) e em menor grau pela visão (3). Dessa forma ao olhar-se num espelho e ver a imagem refletida, são incapazes de se reconhecer, pois nela não há seu cheiro.

A retina cobre o fundo da parte interior do globo ocular, ela contém cones e bastonetes, que são dois tipos de células sensíveis à luz. Os cones proporcionam a percepção da luz e visão detalhada, enquanto os bastonetes detectam os movimentos e a visão na penumbra.

Os cães têm retinas com predominância de bastonetes, que permitem terem melhor visão noturna que os humanos e têm uma visão orientada para o movimento. Eles não enxergam na escuridão total, mas precisam de cerca de 1/4 da luz que os humanos precisam para enxergarem a noite. Apesar de não distinguirem bem as cores com sua visão noturna, enxergam em preto e branco. Herança dos ancestrais que caçavam dependendo da luz da lua e das estrelas e que usavam os uivos, que ainda podem ser ouvidos principalmente nas noites claras.

Eles têm somente um décimo da concentração de cones dos humanos e apesar de verem cores, os cães não às enxergam como nós. Eles apresentam apenas dois tipos funcionais de cones ou células da retina responsáveis pela visão em cores. Portanto sua visão é tricromática (três variações de cores). Enquanto os humanos possuem três tipos de cones, o verde, o vermelho e o azul. Um dos cones do cão é responsável pela cor violeta e corresponde ao cone azul nos humanos. O outro é semelhante ao cone vermelho para humanos e percebe o tom amarelo-esverdeado.

Os cones verdes não estão presentes, o que os faz confundir as cores vermelhas e verdes como no tipo de daltonismo chamado de deuteranopia. Portanto os cães percebem os tons de azul como violeta e apresentam dificuldade em distinguir o verde, o amarelo-esverdeado, o amarelo, laranja e o vermelho. Visualizam a cor branca e podem diferenciar diversos tons de cinza, mas têm dificuldade em diferenciar os verdes do cinza.

Os cães usam informações como o cheiro, a textura, o brilho e a posição em substituição as cores. Os objetos de cores quentes como laranja, o vermelho ou até mesmo a cor rosa, não se destacam para um cachorro. Ele visualiza melhor brinquedos azuis, mas se quiser treinar o faro de um cão, use uma bolinha vermelha quando em gramado verde.

São capazes de enxergar em ambientes com pouca luminosidade, pois possuem pigmentos no fundo dos olhos que refletem e amplificam a luz em até 130 vezes mais que os humanos. Apresentam pupilas maiores para maior entrada de luz e retina rica em células para a captação de luminosidade.

Sua capacidade de acomodação visual, ou seja, a adaptação na formação das imagens é inferior à dos humanos. A maioria dos cães é considerada emétropes, ou seja, possuem olhos em que imagens visuais estão em foco claro na retina. Nos indivíduos amétropes, considerados portadores de olhos com visão anormal, há maior predisposição à miopia, que lhes incapacita de enxergar objetos distantes.

No geral, 24% dos cães apresentam miopia, mas ela acomete principalmente algumas raças como Pastores Alemães (53% dos indivíduos), Rottweiler (64% dos indivíduos), Labrador, Schnauzer miniatura e Poodle miniatura. Alguns desses indivíduos apresentam acentuada miopia. Essas alterações ocorrem por haver um comprometimento na habilidade do olho em gerar uma imagem focalizada com precisão, causando defeitos na refração da imagem.

Os cães também podem apresentar astigmatismo e hipermetropia (comum nas raças Retriever do Labrador, Retriever dourado e Cocker Spaniel) e de grau leve no Fila brasileiro. Além do uso de óculos, também podem ser utilizadas lentes intraoculares (LIOs), projetadas especificamente para cães.

Alterações do tamanho e cor dos olhos, sinais de dor ocular (olhos mais fechados ou piscando muito), presença de secreção ocular, lacrimejamento e até mesmo alterações no comportamento como diminuição da locomoção, irritabilidade, colidir com objetos, dificuldades em movimentar-se em ambientes escuros ou sensibilidade excessiva à claridade (fotofobia) podem indicar problemas oculares.

Para diagnosticar problemas oculares em cães, recomenda-se a realização de retinoscopia com luz em faixa. Nesse exame são observados os movimentos do reflexo do fundo do olho e a direção do movimento, que define o estado refrativo normal, patológico ou induzido cirurgicamente nos olhos. Também é recomendável a realização da avaliação da refração ocular nos exames de triagem para seleção de animais em funções específicas, como o na seleção de animais a serem empregados para uso militar, ou cão-guia.

Quando os cães ficam cegos, eles podem ter uma vida feliz se eles estiverem confortáveis em seu ambiente. Para isso o ambiente do animal precisa sofrer ajustes para que ele se sinta seguro. Não deixar objetos não usuais em suas passagens normais e precisam estar amparados por um local que não lhe ofereça riscos, como um quintal cercado. Em alguns casos é até difícil perceber que eles estão cegos.

Cães conseguem perceber um objeto em movimento com até 600 metros de distância e perceber detalhes com até 6 metros de distância, enquanto uma pessoa com visão saudável consegue ver a 22 metros de distância. Sua visão para detalhes pode ser estimada como seis vezes menor que a média dos humanos. Como possuem as pupilas muito grandes, dependendo da distância, eles só enxergam com foco o que está no centro da imagem. Todo o resto é visto borrado, ou seja, desfocado.

Além de enxergarem muito bem um objeto à frente de sua cabeça, possuem visão periférica binocular e superior à dos humanos. A visão binocular auxilia a saltar cobrir, capturar, e muitas outras atividades fundamentais aos predadores. Raças de cães desenvolvidas para caça tiveram sua visão periférica ampliada geneticamente.

Porém, onde a visão de cada olho se sobrepõe, aumenta a percepção de profundidade. A distância entre os olhos dos cães diminui a sobreposição e reduz a visão binocular. Além de ter menor visão binocular que os humanos, os cães também têm menor acuidade visual. Os cães precisam estar a uma distância de pouco mais de 6 metros para vê-lo da mesma forma que um humano veria se estivesse a quase 23 metros.

Espécies que costumam ser presas tendem a ter os olhos posicionados nos lados de sua cabeça, para aumentar o campo de visão e permitir que enxerguem a aproximação de predadores. Espécies predadoras, como humanos e cães, têm os olhos posicionados perto um do outro. Enquanto os olhos humanos são posicionados em linha reta, os olhos dos cães, dependendo da raça, posicionam-se em ângulo de 20 graus. Este ângulo aumenta o campo de visão e a visão periférica do cão.

Por terem olhos com uma sobreposição em torno de 100 graus apresentam uma amplitude de visão superior (em algumas raças pode chegar a 270 graus). A nossa é de aproximadamente 180 graus e possui sobreposição do campo de visão de cada olho num ângulo de 140 graus. A maior amplitude visual varia conforme a posição dos olhos, que muda conforme a raça.

A percepção de profundidade dos cães é sempre melhor quando eles olham à frente, mas é bloqueada pelo focinho em certos ângulos. Portanto, percebem objetos fora do foco principal com maior facilidade, principalmente se estiverem em movimento. É como se o objeto em deslocamento saltasse de um fundo parado.

Distorções também ocorrem na visualização de objetos a menos de 33 centímetros dos olhos, tornando a imagem embaçada. Para essas distâncias os cães utilizam seus outros sentidos, para auxiliar na “investigação”.

Programas de TV estão adaptados à percepção humana de 60 quadros por segundo, formando uma imagem linear. Os cães possuem a capacidade de enxergar de 70 a 80 quadros por segundo, portanto é como se a TV mostrasse imagens de slides trocados muito rapidamente. Como os cães não possuem uma boa acomodação visual, eles ficam somente interessados no movimento gerado pela troca das imagens.

 

Saiba mais:

Retinoscopia em cães de trabalho militar: Correlação entre ametropias e alterações comportamentais – Gustavo Helms
Vetweb Oftalmologia Veterinária
Retinoscopia com luz em faixa em cães fácicos, afácicos e pseudofácicos
L.A.L. Mobricci; J.J.T. Ranzani; P.V.M. Steagall; A.C.L. Rodrigues; L.R. Carvalho; C.V.S. Brandão
Canine Vision
New Study Shows That Dogs Use Color Vision After All
How Dogs See the World
Vision in dogsPaul E. Miller, DVM, and Christopher J. Murphy DVM, PhD
The World Through The Dogs Eyes
SLATTER, D. H. Fundamento de Oftalmologia Veterinária. 3 ed. São Paulo: Roca, 2005. 686p.
GELLAT, K. N. Manual de Oftalmologia Veterinária. São Paulo: Manole, 2003. 594p.

Artigo retirado em sua íntegra do site: http://netvet.com.br/post/A-visao-dos-caes,263

Regina Ripamonti (Autor).
Formada em Biologia e Pedagogia e com mais de 25 anos de atuação na área de Educação, Regina Ripamonti usará seu espírito investigativo e crítico para trazer assuntos de interesse veterinário e de educação ambiental, na busca de redefinição das relações do ser humano com o meio ambiente e a reafirmação de sua interdependência.

Sobre o autor do blog:

🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

Agende sua #Visita #hoje mesmo pro #cãoforto da sua matilha!
#Wpp 📲 11 9 9277-8700, Seg. à Sexta, ⌚ 8h às 20h.
📧 dogwalkercastro@gmail.com
🐾 Brincar é arte, passear faz parte! 🐾

 

Anúncios

Uso irregular de jalecos na saúde e a contribuição deste para o fenômeno-doença.

O emprego do jaleco além de ser uma vestimenta recomendado para os profissionais de saúde como uma das barreiras de proteção na prevenção de contaminação por agentes infecciosos, principalmente aqueles que trabalham em áreas com riscos variáveis e complexas, também reduz significativamente o risco de acidente ocupacional.

Infelizmente esse tradicional equipamento de proteção para profissionais da saúde e para quem trabalha no campo da pesquisa, cujo uso deveria ser dentro do seu local de trabalho como laboratório ou ambiente hospitalar, passa a ser utilizado fora desses ambientes como uma marca que transmite respeito e traz valor a pessoa que usa. Ao mesmo tempo em que o jaleco é considerado um acessório de proteção para o profissional o seu mau uso passa ser um veículo de transmissão de doenças.

PUCCINI (2011, p. 3044) em uma das suas pesquisas direcionada à infecção hospitalares, relembra que meado do século XIX o médico Ignaz Semmelweis, de origem húngara e ideias questionadoras e meio conservador círculo de colegas em Viena, comprovou a hipótese de que as doenças graves (doenças infecciosas na época não se conhecia a existência de microrganismos) eram decorrentes de procedimentos terapêuticos, foi por muitas vezes alvo de zombarias e até perseguido.

Bactérias multirresistentes, que podem provocar doenças como faringite, otites, pneumonia, tuberculose e até mesmo a morte, são carregadas para lugares públicos e retornam das ruas para consultórios médicos, odontológicos, enfermarias e salas de cirurgia nos jalecos dos mais diversos profissionais da saúde. Essa negligência profissional, na maioria das vezes acontece por arrogância ou por desconhecimento de alguns conceitos básicos de microbiologia (CARVALHO et al., 2009, p. 307).

Locais como restaurantes e lanchonetes perto de hospitais, laboratório de análises clínicas, consultório odontológico, clínica cirúrgica e veterinária de várias cidades observa-se, diariamente, médicos, enfermeiros, odontólogos e outros profissionais de saúde paramentados com seus aventais de mangas compridas, gravatas, estetoscópio nos pescoço e até mesmo vestimentas específicas para área cirúrgicas que seria restrita somente para seus ambientes de trabalho e que estão presente nestes ambientes públicos (CARVALHO et al., 2009, p. 357).

Mesmo com a Norma Regulamentadora NR-32 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que restringe o uso do jaleco fora do local de suas atividades laborais, ainda é muito comum o descumprimento dessa regra entre os profissionais da saúde.

O professor Adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro e chefe do Laboratório de Microbactérias do Instituto de Microbiologia Paulo de Goes Rafael Silva Duarte, em janeiro de dois mil e doze aponta que os micro-organismos patogênicos podem ser depositados em tecidos de jalecos por diversos meios (mão, secreções, contaminação ambiental) e não são eliminados em período curtos, permanecendo viáveis por períodos prolongados. O mesmo também afirmou que Mycobacterium tuberculosis, por exemplo, o agente etiológico da tuberculose permanece viável no tecido de algodão 50 dias como comprovaram por experimentos em seu laboratório (RIBEIRO e SEVERIANO, 2012).

As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) são consideradas em todo mundo como um importante problema de saúde pública por comprometeres a segurança e a qualidade assistencial dos pacientes em instituições de saúde, levando ao prolongamento do período de internação (OMS, 2009; HAUTEMANIÈRE et al., 2011 apud SILVA, 2011 p. 17).

Estudos relacionados com a origem das infecções hospitalares tem demonstrado que em certos casos este problema não pode ser evitado/prevenido mesmo com todas as precauções adotadas, como é o caso de pacientes imunologicamente comprometidos, sendo a infecções de origem da sua própria microbiota. Já em relação à questão da existência das infecções que podiam ser evitadas, exige da equipe da saúde e das instituições, responsabilidade, ética, técnica e social no sentido assegurar os serviços e os profissionais a prevenção das infecções hospitalares (PEREIRA, 2005, p. 252).

A contaminação microbiana de uniformes e jalecos brancos surge durante atendimento clínico em contato com o paciente, e do usuário para o uniforme. Neste caso, o uso rotineiro pelo profissional de saúde no contato com pacientes faz com que esses acessórios se tornem colonizados por bactérias patogênicas. Esta questão foi confirmada em uma pesquisa na qual foi demonstrado que os jalecos brancos de estudantes de medicina são mais susceptíveis de estarem bacteriologicamente contaminado em pontos de contato frequente, como mangas e bolsos. Os principais microrganismos identificados foram os que estão presente na pele incluindo o Staphylococcus aureus. Para alguns pesquisadores, a limpeza dos jalecos realizada pelos estudantes, foi correlacionada com a contaminação bacteriológica, onde apenas uma parte desses estudantes lavava os seus jalecos esporadicamente (CARVALHO et al., 2009, p. 358)  

Embora a responsabilidade das infecções seja relacionada também a estrutura organizacional que envolve políticas governamentais, institucionais, administrativas, interpessoais e Intersetoriais no trabalho, o envolvimento profissional é o grande foco para a falta de conscientização na adesão as medidas de controle de Infecção Hospitalar (IH).

Vários pesquisadores relatam que uniformes dos profissionais de saúde, incluindo, os jalecos, quando em uso torna-se progressivamente contaminados com bactérias provenientes de usuários, de pacientes e de ambientes clínico. Alguns acessórios que ficam em contato direto com os jalecos dos profissionais de saúde como crachás de identificação, colares e brincos usados por muitos profissionais também podem estar contaminados com microrganismos patogênicos que poderiam ser transmitidas aos pacientes.

Um dos membros da comissão de biossegurança do centro de saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e chefe do Laboratório de Microbiologia de Alimentos do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Goes (IMPPG) Marco Antônio Lemos Miguel, alerta que além da importância da lavagem das mãos, a proibição do uso do jaleco fora do ambiente de saúde é importante, pois fecha umas das portas por onde microrganismo extremamente perigoso pode ter acesso à comunidade. Esse pesquisador relata que estudos realizados demonstram que as bactérias causadoras de infecções hospitalares podem permanecer até 17 semanas no jaleco, e o número dessas bactérias patogênicas não se reduz durante a jornada de trabalho como de 8 horas de um profissional de saúde. Esses microrganismos muitas vezes são resistentes a antibióticos causando grande dificuldade no tratamento do paciente, aumenta o custo e os riscos de morte (RIBEIRO e SEVERIANO, 2012).

A consequência desta negligência profissional, especialmente dos profissionais da área da saúde em relação à segurança do paciente e da comunidade, tem demonstrado falha nas campanhas de conscientização dos profissionais e da população. Esse problema deve ser rotineiramente trabalhado, passando os profissionais a serem notificado e por último punidos pelo o estabelecimento empregador.

REFERÊNCIAS:

http://portal.anvisa.gov.br/

CARVALHO, Carmem Milena Rodrigues Siqueira et al. Aspectos de biossegurança relacionados ao uso do jaleco pelos profissionais de saúdeuma revisão da literatura. Texto contexto – enferm.,  2009, vol.18, n.2, p. 355-360.

PEREIRA, Milca Severino et al.. A infecção hospitalar e suas implicações para cuidar da enfermagem. Texto Contexto Enferm, 2005. jun., v.2, n. 14, p. 250-257.

PUCCINI, Paulo de Tarso. Perspectivas do controle da infecção hospitalar e as novas forças sociais em defesa da saúde. Ciênc. saúde coletiva, 2011, vol.16, n.7, p. 3043-3049.

RIBEIRO, André e SEVERIANO, Luana. Por que e como deve ser punido o uso do jaleco fora do ambiente de trabalho. Olhar Vital – UFRJ. Ed. 275, jan. 2012. Disponível em <http://www.olharvital.ufrj.br/2010/index.php?id_edicao=275&codigo=4&gt;.  Acesso 02 abril 2013.

SILVA, Marlene das Dores. Caracterização epidemiológica dos microrganismos presentes em jalecos dos profissionais de saúde de um hospital geral. 2011. Tese (Mestrado em Enfermagem) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2011, p. 102.

Artigo por * Margareth Oliveira  Amâncio, 2013

  • Mestranda em Biotecnologia Farmacêutica pela Universidade de Coimbra – Portugal, Enfermeira e Farmacêutica. Especialista em Saúde Pública e também Especialista em Urgência e Emergência. http://lattes.cnpq.br/6354150948286018 

Sobre o autor do blog:

🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

Agende sua #Visita #hoje mesmo pro #cãoforto da sua matilha!
#Wpp 📲 11 9 9277-8700, Seg. à Sexta, ⌚ 8h às 20h.
📧 dogwalkercastro@gmail.com
🐾 Brincar é arte, passear faz parte! 🐾

 

#PetDicas, Assepsia no Atendimento clínico-hospitalar, Biossegurança, Ciência e Medicina, contribuição deste para o fenômeno-doença, dogwalkercastrozn, Saúde, Uso irregular de jalecos

Inteligência social faz cães se destacarem como espécie bem-sucedida.

Ciência e Medicina, Comportamento Canino

QUEM DOMESTICOU QUEM?

Os cães seriam mesmo lobos que o ser humano domesticou?

As pesquisas indicam o contrário: segundo Brian Hare, a iniciativa teria sido dos próprios animais. A princípio, os cães teriam começado a se desenvolver a partir dos lobos, há cerca de 15 mil anos, como resultado da seleção natural entre eles e não uma seleção artificial feita pelos homens.

Aparentemente, certos lobos mais “sociáveis” foram percebendo que era mais vantajoso para sua sobrevivência aproximar-se de grupos humanos. E os homens eram bastante auxiliados pelo “sistema de alarme natural” que os lobos ofereciam. Pois, assim como muitos cães latem sem parar nos portões de suas casas quando avistam estranhos se aproximando, o mesmo se passava com seus ancestrais dessa época, bastante sensíveis a forasteiros.

Apesar disso, as maiorias das raças caninas que se tem hoje são bastante novas (principalmente as europeias), em média, de 150 anos de existência. E neste caso, de fato, foi resultado de seleção humana intencional. Mas durante os cerca de 15 mil anos anteriores não se sabe bem o quanto houve de influência direta humana para a formação destes “lobos-cães”, até se chegar às raças contemporâneas.

Basicamente, eles se tornaram especialistas em empatia e comunicação, principalmente com os seres humanos. E muitas das habilidades são aprendidas até os três meses de idade (http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimasnoticias/redacao/2013/04/01/inteligenciacanina-se-desenvolve-mais-nos-tresprimeiros-meses.htm).

Laurie Santos, psicóloga na Universidade de Yale, EUA, e uma das maiores autoridades em inteligência canina, detalha: “a maior diferença entre a cognição dos cães e dos primatas não-humanos, em minha opinião, é que os cães são muito mais afinados com o que outros indivíduos estão pensando e fazendo.”

Os cães parecem ter ficado muito bons também em reagir aos estados emocionais humanos. Um estudo produzido pela pesquisadora Alexandra Horowitz, da Columbia University, também nos EUA, mostrou que os cachorros reagem mostrando-se “culpados” para um humano que pareça bravo, mesmo que eles não tenham feito nada errado. O objetivo? Evitar problemas, sem crises de orgulho ferido.

Como crianças A pesquisadora de Yale acrescenta que há evidências de outros tipos de capacidades cognitivas caninas. Um exemplo seria que os cães conseguem “rastrear” objetos que não podem ver – ocultos deles por algum obstáculo –, assim como crianças humanas aprendem a fazer.

Até mesmo palavras humanas os cães podem entender. E as aprendem da mesma forma que humanos o fazem: com inferências e associações a objetos. O livro “Genius of Dogs”, de Hare e sua mulher, Vanessa Woods, conta o trabalho conduzido por Julianne Kaminsky, da Portsmouth University, no Reino Unido, que demonstrou que alguns cães conseguem aprender os nomes de centenas de objetos, algumas vezes depois de ouvir o nome deles apenas uma vez. O recordista foi um cachorro chamado Chaser (Perseguidor, em tradução livre), que memorizou os nomes de mais de mil objetos.

Mas onde os cães realmente ficaram excelentes é no domínio social – lendo sinais sociais e aprendendo com eles. É especialmente nisso que esses animais se parecem mais com as crianças humanas. E há razão para essa aptidão ter sido aperfeiçoada nos últimos tempos. “Cães crescem no mesmo ambiente ou um semelhante ao dos humanos, com bastante acesso às suas ideias e sinais sociais”, diz Laurie

Aliás, note-se que os cães já ficaram tão acostumados com os humanos que seu “habitat natural”, como diz Brian Hare, virou mesmo… as casas das pessoas. O pesquisador ressalta inclusive que todos os cães estudados por seu centro de cognição canina são animais de estimação de famílias comuns, nunca animais de laboratório.

Seguimos “exatamente o mesmo modelo que psicólogos do desenvolvimento utilizam quando estudam crianças”, conta o antropólogo. “As pessoas gentilmente trazem seus cachorros, jogamos com os animais e verificamos suas escolhas.”

#RIP César Ades, professor na USP (Universidade de São Paulo), dizia, segundo o site do Instituto de Psicologia da Universidade, que se você isola o cão e não o deixa interagir, ele não vai aprender. Então, ele precisa viver em um meio humano para adquirir essa incrível sensibilidade para a face do ser humano, para o gesto do ser humano.

Fonte:  Web Carolina Rocha

Imagem: Google.

 

Sobre o autor do blog:

🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

Agende sua #Visita #hoje mesmo pro #cãoforto da sua matilha!
#Wpp 📲 11 9 9277-8700, Seg. à Sexta, ⌚ 8h às 20h.
📧 dogwalkercastro@gmail.com
🐾 Brincar é arte, passear faz parte! 🐾

 

Mitos Caninos

Ciência e Medicina, Comportamento Canino, dogwalkercastrozn, Medicina Veterinária

“Focinho quente é sinal de doença”:

A temperatura do focinho dos cães costuma subir quando estão dormindo, por isso ele acorda com o focinho quente, o que é normal. Só haverá problema, se além de quente o focinho estiver seco e apresentar outros sintomas, como apatia.

” Cães não precisam ser vermifugados quando não saem na rua”:

Como se vermes tocassem campainha ou pedissem pedágio… mesmo dentro do lar o cão pode pegar vermes e outras doenças que podem vim de comidas, por exemplo, o importante é não correr o risco. Ao nascer, os filhotes carregam uma grande carga de vermes oriundos da placenta e por isso é importantíssimo a realização do ciclo vacinal por completo, incluindo os vermicidas.

” Cães avisam quando estão doentes”:

Na verdade é exatamente o contrário. Cães evitam se mostrarem doentes pra não se sentirem vulneráveis para um possível inimigo, os sintomas só costumam aparecer quando o cão não aguenta mais.

“Cães só enxergam em preto e branco”:

Eles apenas veem menos cores que o ser humano, mas podem distinguir várias cores sim.

“Cadelas devem ter uma ninhada antes de serem castradas”:

Mito antigo, do ponto de vista de saúde e bem-estar do bicho a castração é benéfica, e é até melhor serem realizadas antes do primeiro cio pois diminui mais os riscos de doenças e infecções no sistema reprodutor.

“Ossos são sempre bons para cães”:

Cães realmente gostam muito de roer, mas se deve tomar muito cuidado ao tipo de osso que se dá para eles, os de borracha ou courinho são os melhores. Não ofereça ossos finos ou de galinha pois podem correr risco de ficarem engasgados ou prejudicar\romper o sistema digestivo.

“Se você manipular a comida do cão enquanto ele estiver comendo será mordido”:

Se o cão ataca quem meche, acidentalmente ou não, na comida dele, o problema está na falta de socialização ou o cão não foi adestrado para isso. Desde que você adquire um cão, você deve ensinar que tanto você, como seus familiares, não oferecem nenhum tipo de perigo. Comece dando comida na mão para ele, mecha constantemente enquanto ele estiver comendo, ensine a só comer quando você ordenar, etc. O Freddy foi ensinado assim e nunca me mordeu, nem se importa se eu mecho na sua tigela.

“Cães e gatos são inimigos”:

Na verdade isso vai depender do temperamento de cada cão e gato e como eles foram socializados e adestrados. No geral, cães se dão muito bem com gatos se forem ensinados a isso.

“Cães precisam de quintal”:

É claro que ninguém gosta de ficar confinado em um apartamento. Mas pode reparar: solte seus cães em um grande quintal do tamanho de um capo de futebol, que a maior parte do tempo eles vão ficar na porta esperando a hora de entrar em casa, ou no lugar mais perto que ele puder ficar dos seus tutores. Na verdade, muitos humanos querem um quintal não para que o cão tenha seu espaço para se divertir, mas sim para ele ficar lá fora e deixar o tutor em paz. Cães gostam de brincar, correr e se divertir na companhia da matilha, seja canina ou humana.

“O cão só abana a cauda quando estiver feliz”:

O cão abana a cauda devido a diversos estados de excitação, ansiedade ou até mesmo agressividade.

“O cão macho é melhor para ser guarda do que a fêmea”:

O que define um bom cão de guarda não é a agressividade, e sim a verdadeira coragem e algumas raças selecionadas para tal trabalho. E tanto como machos ou fêmeas são capazes disso, o que se deve ser analisado é o comportamento geral do cão, a raça e o que foi herdado geneticamente. Alguns cães são ótimos como guardas, enquantos outros não são. Um Fox Paulistinha pode ser melhor cão de guarda do que um Pit Bull, por exemplo. O machos podem até se distraírem mais fácil e deixarem de proteger o terreno quando por exemplo uma fêmea no cio está próximo.

“Os melhores cães de guarda são os agressivos”:

Todo cão de guarda deve ser bem socializado e adestrado para que possa distinguir as pessoas que ele deve atacar, como intrusos e ladrões, e aqueles que ele não deve atacar, como os próprios familiares ou visitas. Agressividade nenhum cão deve ser estimulado a ter, pois além de ser prejudicial pro cão, pode voltar contra você.

“Não se deve ensinar truques novos a cães velhos”:

Qualquer cão, de qualquer idade, pode aprender coisas novas. Aliás, eles sempre estão a aprender coisas novas, com a sua interferência ou não. O que pode acontecer é o adestramento demorar mais ou apresentar mais dificuldades, mas nada que um treinador qualificado e tutor paciente não consiga mudar.

‪#‎MitosCaninos‬ ‪#‎Mitos‬ ‪#‎Cães‬ ‪#‎dogwalkercastrozn‬

Sobre o autor do blog:

🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

Agende sua #Visita #hoje mesmo pro #cãoforto da sua matilha!
#Wpp 📲 11 9 9277-8700, Seg. à Sexta, ⌚ 8h às 20h.
📧 dogwalkercastro@gmail.com
🐾 Brincar é arte, passear faz parte! 🐾

 

O tabagismo e a semiologia respiratória

Ciência e Medicina

O “Dia Mundial da Luta Contra o Tabaco” (31/05) está chegando, e apesar das atuais leis que visam reduzir o consumo e a exposição secundária em locais públicos, a prevalência ainda é alta na população (14,7% em 2013 segundo o Ministério da Saúde). Uma herança da época em que fumar se iniciava, por muitas vezes, apenas pela questão da aparência. Entretanto, a próxima geração vem crescendo sob a influência das campanhas anti-tabagismo e, felizmente, está se tornando muito comum a mudança do rótulo do amigo fumante de bacana para babaca. O que indica um melhor prognóstico para as próximas décadas.

Muito se deve a difusão da associação do tabagismo com as doenças respiratórias, porém o que não se explora muito é seu efeito em outros sistemas como o cardiovascular. Ou seja, além do tabagismo ter uma influência de 80 a 90% em enfermidades como a DPOC e o câncer de pulmão, este hábito constitui um dos maiores fatores de risco para a obstrução das artérias coronárias. Estudos apontam que pacientes que pararam de fumar após um infarto, o risco de um novo infarto caiu pela metade após um ano. Isso sem considerar o impacto social e econômico na vida do fumante.

Contudo, o tabagismo apesar de ser a principal causa de mortes evitáveis, não é o único fator para as doenças respiratórias dos nossos futuros pacientes. Poluição, condições alérgicas, doenças do sistema imunitário e exposição a substâncias tóxicas e agentes infecciosos, também são fatores desencadeantes para  tais doenças. O que abre um extenso leque de possibilidades e nos exige mais no momento do diagnóstico.

Por isso mais uma vez, convido-os a continuar os estudos de semiologia do Medicina Resumida, dessa vez com a semiologia respiratória em duas partes. Nessa primeira, achei necessário abordar um pouco sobre a divisão do tórax antes de adentrar o assunto, mas logo depois, abordo tanto a inspeção estática quanto a dinâmica. Inclusive tentei simular os ritmos respiratórios para tentar facilitar o entendimento.

#MR SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA (PARTE 1)

http://www.youtube.com/watch?v=uttfWGyuCM8

Já nessa segunda parte, estudaremos a palpação (sensibilidade, expansibilidade e frêmito toracovocal) percussão (tipos de sons e técnica) e ausculta (sons fisiológicos e adventícios). Tentei também ilustrar ao máximo e trazer além dos vídeos das técnicas, os sons da ausculta para facilitar o entendimento. Espero que tenha conseguido alcançar esse objetivo e que não tenha esquecido nada.

#MR SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA (PARTE 2)

http://www.youtube.com/watch?v=6lQ-noco0Tw

 

Sobre o autor do blog:

🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

Agende sua #Visita #hoje mesmo pro #cãoforto da sua matilha!
#Wpp 📲 11 9 9277-8700, Seg. à Sexta, ⌚ 8h às 20h.
📧 dogwalkercastro@gmail.com
🐾 Brincar é arte, passear faz parte! 🐾

 

 

Você sabe o que é Etologia ?

Ciência e Medicina, Comportamento Canino, Dog Walker

A etologia é uma ciência, relativamente nova, que trata o comportamento ético individual e social dos animais, estudando-o, apenas, pela observação e anotação, guardando o respeito à territorialidade e à privacidade, sem a mais tênue interferência.
O pai dessa ideia, Konrad Lorenz, realizou alguns trabalhos de campo, juntamente com seu grande amigo e assistente Paul Leyhausen, no início deste século. Mais tarde, adotaram essa ideia Nicolaas Timbergen, Eibl Eibesfeldt, Solly Zuckermann, D. McFarland, A. Houston e tantos outros.

Exclusivamente pela observação, o estudo ético do comportamento animal, possibilitou a posterior análise e a determinação da etiologia de algumas dessas características que estarrecem o homem, pela sua incapacidade de acessá-las.

As sociedades mais primitivas, as menos civilizadas, são as mais lógicas e as mais próximas desse almejado comportamento.

Todos os “métodos didáticos” civilizados são radicalmente opostos ao de todas as outras espécies animais, classificadas, ainda hoje, como “irracionais”.

Desde o nascimento nós aprendemos a não fazer.

Aos seis meses começamos a aprender a segunda palavra: “mamãe”.

Assim, no lugar de proporcionar experiências, ensinamos a obediência.

Os outros animais, só aprendem com o resultado positivo de suas experiências.

 

Sobre o autor do blog:

🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

Agende sua #Visita #hoje mesmo pro #cãoforto da sua matilha!
#Wpp 📲 11 9 9277-8700, Seg. à Sexta, ⌚ 8h às 20h.
📧 dogwalkercastro@gmail.com
🐾 Brincar é arte, passear faz parte! 🐾

 

Como manipular um cachorro com dor?

Ciência e Medicina, Comportamento Canino, Dog Walker, Medicina Veterinária

Os cães, assim como as outras espécies animais, quando possuem quaisquer desconfortos, tanto físicos quanto psicológicos, tendem a responder à aproximação de forma agressiva.

Muitas pessoas, quando vêem cães precisando de ajuda na rua, sentem vontade de ajudar dando uma assistência devida para o pet. No entanto, muitos têm medo de aproximar-se do animal, temendo ser mordido. Os cães, assim como as outras espécies animais, quando possuem quaisquer desconfortos, tanto físicos quanto psicológicos, tendem a responder à aproximação de forma agressiva. É importante enfatizar que isso não é uma regra a ser seguida. Alguns animais não respondem violentamente, devido à índole ou a condições de saúde crítica no momento da abordagem, porém a pessoa que for aproximar-se, deve tomar alguns cuidados para que não ocorra nenhum tipo de acidente.

Os cães, ao contrário de outras espécies, possuem como defesa praticamente uma única “arma”: os seus dentes. Quando o animal domiciliado, ou mesmo de rua precisar, de socorro médico imediato, é importante que ao se aproximar do animal, não se tente logo entrar em contato físico com o cão. É importante que se observe, à distância, se há alguma lesão aparente no corpo do animal, como feridas, fraturas externas, entre outras.

Os principais fatores que mais causam dor nos cães são:

Fraturas ósseas, rompimento de tendões, luxações, dores abdominais e etc. Antes de entrar em contato físico com o animal, o tutor ou a pessoa que for resgatar deve improvisar algum tipo de transporte para que o animal seja encaminhado para a clínica veterinária. Um tampo de madeira ou um lençol podem ser usados para improvisar uma maca, de modo que o seu corpo fique nivelado. Jamais suspenda o animal de forma desigual, pois isso pode ocasionar uma piora do quadro clínico.

O próximo, e mais importante passo, é a colocação da focinheira, para que não ocorra nenhum tipo de acidente. É nesse momento, quando a pessoa irá tentar aproximar-se do animal, a ocasião certa para perceber a reação do pet. Mesmo o animal não esboçando agressividade, é importante que a focinheira seja colocada. A colocação é bastante simples e deve ser feita de forma rápida e precisa. O tutor vai para trás do animal segurando nos dois pontos de amarração da focinheira, em seguida faz a colocação rápida e prende de forma segura. Em alguns modelos pode-se utilizar um nó. Quando não existe uma focinheira próxima, pode-se improvisar a amarração com cadarço de sapato ou tira de pano.

Depois de ter feito todas as etapas de segurança, deve-se aproximar o lençol ou o tampo de madeira, e com a ajuda de outra pessoa, faz-se a colocação do animal em cima da maca improvisada. É indicado que uma pessoa segure lateralmente no tórax e na cabeça e a outra pessoa no quadril. Caso o animal sinalize dor, deve-se procurar um local que não o incomode. O movimento de suspensão deve ser feito simultaneamente, de forma sincronizada.

Caso a pessoa que for resgatar, ou o tutor do animal, tiver acesso a uma luva de procedimento, deve calçá-la antes de manipular o animal. Essa prática é importante que seja feita tanto em animais de casa quanto de rua, pois ninguém sabe da moléstia que o animal apresenta no momento. Existem doenças que são classificadas como Zoonoses, e podem ser transmitidas para os seres humanos.

‪#‎DogInformação‬  ‪#‎ComoManipularDogcomDor‬ ‪#‎ManuseioCanino‬ ‪#‎ManuseioAdequado#‎Pet‬ ‪#‎Dog‬ ‪#‎Socorro‬ ‪#‎dogwalkercastrozn‬ #manipularumcachorrocomdor

Fonte: http://portaldodog.com.br/cachorros/saude/como-manipular-um-cachorro-com-dor/

 

Sobre o autor do blog:

🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

Agende sua #Visita #hoje mesmo pro #cãoforto da sua matilha!
#Wpp 📲 11 9 9277-8700, Seg. à Sexta, ⌚ 8h às 20h.
📧 dogwalkercastro@gmail.com
🐾 Brincar é arte, passear faz parte! 🐾

 

Grupos Sanguíneos Caninos.

Ciência e Medicina

Grupos Sanguíneos Caninos.

Os grupos sanguíneos de cães são classificados como DEA, uma sigla em inglês cujo significado é: Dog Erythocyte Antígen.

Esse sistema foi catalogado apenas na década de 70, seus primeiros estudos foram no início no ano de 1910. Nessa época eram catalogados sendo batizado cada grupo com a primeira letra do alfabeto – grupo A, grupo B e assim por diante.

Nos anos 70 foi catalogado então o sistema DEA e hoje já foram catalogados mais de 20 grupos. Desde 20 grupos sanguíneos apenas 6 grupos possuem importância na Medicina de transfusão.

1) DEA 1.1;
2) DEA 1.2;
3) DEA 3;
4) DEA 4;
5) DEA 5;
6) DEA 6 e
7) DEA 7

São os que marcam a tipagem sanguínea de diversos cães.
Muitas pessoas acham que talvez a raça seja um fator para a determinação de grupo sanguíneo do animal, raramente isso pode vir acontecer, como exemplo do grupo do DAL encontrado principalmente nos Dálmatas.

Na maioria das vezes cães da mesma raça apresentam tipagem sanguínea diferente assim como cães de raça diferente podem vir apresentar a mesma tipagem sanguínea.

Em termos de Doação de Sangue para transfusões podemos afirmar que o DEA 4 é considerado doador universal, pois é o tipo mais prevalecente.

Algumas literaturas abordam que o DEA 1.1, por ser mais imunogênico também podem ser considerado doador universal, mas médicos veterinários que trabalham com transfusões apontam que esse tipo sanguíneo também apresenta reação hemolítica assim como o DEA 1.2 e DEA 7.

Reação hemolítica nada mais é que a destruição das hemácias recebidas na transfusão pelo sistema imunitário do receptor. Para que isso não ocorra logo após a transfusão o receptor tem seu sistema imunitário deprimido para não ter chance de atacar as hemácias novas.

Para finalizar nosso assunto, é bom saber que a frequência dos tipos varia conforme a população e a região geográfica em que vive cada animal. O sangue das espécies pequenas, mais especificamente os totós, é mais complexo que, ao contrário de nós, humanos. Um só cão pode apresentar mais de um tipo sanguíneo, ou seja, pode ocorrer uma combinação entre eles.

Mas isso não ocorre com muita frequência.
Na primeira transfusão sanguínea, as chances de ocorrer uma reação hemolítica são mínimas, pois os cães não possuem uma quantidade satisfatória de anticorpos naturais. Antes da transfusão não podemos esquecer de fazer dois importantes testes para que todo o procedimento ocorra de forma tranquila e com sucesso.

Os testes são o de compatibilidade popularmente conhecida como Reação Cruzada, e o de Tipagem Sanguínea, caso você tenha interesse sobre esse assunto e queira aprofundar mais seus conhecimentos, leia a matéria “Testes que devem ser feitos antes de fazer uma transfusão sanguínea em animais“.

Após a apresentação dos resultados dos testes e demais fatores que evolvem a situação do animal, você pode realizar a transfusão sanguínea que já é um procedimento muito utilizado principalmente em clinica de pequenos animais.
Fonte: http://www.diariodeumaveterinaria.com.br/grupos-sanguineos-…

 

Sobre o autor do blog:

🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

Agende sua #Visita #hoje mesmo pro #cãoforto da sua matilha!
#Wpp 📲 11 9 9277-8700, Seg. à Sexta, ⌚ 8h às 20h.
📧 dogwalkercastro@gmail.com
🐾 Brincar é arte, passear faz parte! 🐾

 

Doe vida, Doe sangue canino!

Ciência e Medicina, dogwalkercastrozn, Medicina Veterinária

Doe vida, Doe sangue canino!

Pouco conhecida e cheia de mitos, a prática é simples e indolor. O banco de sangue precisa de novos doadores todos os dias.

O perfil dos doadores de sangue caninos é:

• Cães entre 1 e 8 anos de idade;
• Peso acima de 25 quilos;
• Sem sinais de doença aparente (animais saudáveis);
• Esquema de vacinação e vermifugo “em dia”.

Não existem raças específicas para doação, mas os cães precisam ser dóceis ou controláveis, pois nós não sedamos nossos doadores. Os candidatos a doadores nestas condições são examinados por médicos veterinários que avaliarão mais precisamente as condições de saúde do animal.

O sangue é coletado e uma parte é remetida para exames para o hemograma e
para a detecção de doenças transmissíveis pela transfusão, em especial erliquiose, leishmaniose, bordetelose e dirofilariose Se os exames sorológicos forem negativos e o hemograma estiver dentro dos padrões esperados o sangue coletado é processado e liberado para uso no do hospital.

Vantagens para o doador.

A doação de sangue é feita de modo a estressar o mínimo possível o doador, sem anestesia ou sedação, e o cão não sofre nenhuma alteração pós-colheita.

Aliás, é incrível ver os cães correndo brincando e pulando ao acabar a doação.
Eles também ganham “lanchinho” e muito carinho e atenção. Os doadores
receberão avaliações físicas e laboratoriais periódicas e caso apareça algum problema, os tutores receberão as orientações.

As colheitas podem ser feitas com intervalo de 2 a 3 meses, e esta periodicidade permite uma avaliação regular do cão, pois toda vez que o animal for doar, ele receberá os exames físicos e hemograma.

Não há remuneração financeira para os doadores ou seus tutores.

Visite a nossa pagina, e conheça mais a respeito, você sabia que dos 20 grupos sanguíneos apenas 6 grupos possuem importância na Medicina de transfusão de sangue canino.

Visite Dog Walker Castro e saiba mais sobre doação de sangue canino.‪#‎Ajudarfazbem‬

#doevida #doesanguecanino #aujudarfazbem 

@dogwalkercastrozn‬

Sobre o autor do blog:

🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

Agende sua #Visita #hoje mesmo pro #cãoforto da sua matilha!
#Wpp 📲 11 9 9277-8700, Seg. à Sexta, ⌚ 8h às 20h.
📧 dogwalkercastro@gmail.com
🐾 Brincar é arte, passear faz parte! 🐾