A visão dos cães.

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Quando se pensa em visão canina, logo vem a dúvida se eles enxergam em cores ou em preto e branco, mas a maneira como o cão enxerga não se reduz somente a conhecer essa resposta.

Nós humanos, sempre temos curiosidade em conhecer a forma como os demais animais enxergam por causa da importância que esse sentido tem em nossa forma de perceber o mundo e a nós mesmos.

A consciência que um cão tem dele mesmo não se baseia em sua imagem, mas principalmente em seu cheiro (olfato). Os cães percebem o mundo com uma hierarquia de importância dos sentidos diferente da nossa. Baseiam-se principalmente nos sentidos do olfato (1), posteriormente pela audição (2) e em menor grau pela visão (3). Dessa forma ao olhar-se num espelho e ver a imagem refletida, são incapazes de se reconhecer, pois nela não há seu cheiro.

A retina cobre o fundo da parte interior do globo ocular, ela contém cones e bastonetes, que são dois tipos de células sensíveis à luz. Os cones proporcionam a percepção da luz e visão detalhada, enquanto os bastonetes detectam os movimentos e a visão na penumbra.

Os cães têm retinas com predominância de bastonetes, que permitem terem melhor visão noturna que os humanos e têm uma visão orientada para o movimento. Eles não enxergam na escuridão total, mas precisam de cerca de 1/4 da luz que os humanos precisam para enxergarem a noite. Apesar de não distinguirem bem as cores com sua visão noturna, enxergam em preto e branco. Herança dos ancestrais que caçavam dependendo da luz da lua e das estrelas e que usavam os uivos, que ainda podem ser ouvidos principalmente nas noites claras.

Eles têm somente um décimo da concentração de cones dos humanos e apesar de verem cores, os cães não às enxergam como nós. Eles apresentam apenas dois tipos funcionais de cones ou células da retina responsáveis pela visão em cores. Portanto sua visão é tricromática (três variações de cores). Enquanto os humanos possuem três tipos de cones, o verde, o vermelho e o azul. Um dos cones do cão é responsável pela cor violeta e corresponde ao cone azul nos humanos. O outro é semelhante ao cone vermelho para humanos e percebe o tom amarelo-esverdeado.

Os cones verdes não estão presentes, o que os faz confundir as cores vermelhas e verdes como no tipo de daltonismo chamado de deuteranopia. Portanto os cães percebem os tons de azul como violeta e apresentam dificuldade em distinguir o verde, o amarelo-esverdeado, o amarelo, laranja e o vermelho. Visualizam a cor branca e podem diferenciar diversos tons de cinza, mas têm dificuldade em diferenciar os verdes do cinza.

Os cães usam informações como o cheiro, a textura, o brilho e a posição em substituição as cores. Os objetos de cores quentes como laranja, o vermelho ou até mesmo a cor rosa, não se destacam para um cachorro. Ele visualiza melhor brinquedos azuis, mas se quiser treinar o faro de um cão, use uma bolinha vermelha quando em gramado verde.

São capazes de enxergar em ambientes com pouca luminosidade, pois possuem pigmentos no fundo dos olhos que refletem e amplificam a luz em até 130 vezes mais que os humanos. Apresentam pupilas maiores para maior entrada de luz e retina rica em células para a captação de luminosidade.

Sua capacidade de acomodação visual, ou seja, a adaptação na formação das imagens é inferior à dos humanos. A maioria dos cães é considerada emétropes, ou seja, possuem olhos em que imagens visuais estão em foco claro na retina. Nos indivíduos amétropes, considerados portadores de olhos com visão anormal, há maior predisposição à miopia, que lhes incapacita de enxergar objetos distantes.

No geral, 24% dos cães apresentam miopia, mas ela acomete principalmente algumas raças como Pastores Alemães (53% dos indivíduos), Rottweiler (64% dos indivíduos), Labrador, Schnauzer miniatura e Poodle miniatura. Alguns desses indivíduos apresentam acentuada miopia. Essas alterações ocorrem por haver um comprometimento na habilidade do olho em gerar uma imagem focalizada com precisão, causando defeitos na refração da imagem.

Os cães também podem apresentar astigmatismo e hipermetropia (comum nas raças Retriever do Labrador, Retriever dourado e Cocker Spaniel) e de grau leve no Fila brasileiro. Além do uso de óculos, também podem ser utilizadas lentes intraoculares (LIOs), projetadas especificamente para cães.

Alterações do tamanho e cor dos olhos, sinais de dor ocular (olhos mais fechados ou piscando muito), presença de secreção ocular, lacrimejamento e até mesmo alterações no comportamento como diminuição da locomoção, irritabilidade, colidir com objetos, dificuldades em movimentar-se em ambientes escuros ou sensibilidade excessiva à claridade (fotofobia) podem indicar problemas oculares.

Para diagnosticar problemas oculares em cães, recomenda-se a realização de retinoscopia com luz em faixa. Nesse exame são observados os movimentos do reflexo do fundo do olho e a direção do movimento, que define o estado refrativo normal, patológico ou induzido cirurgicamente nos olhos. Também é recomendável a realização da avaliação da refração ocular nos exames de triagem para seleção de animais em funções específicas, como o na seleção de animais a serem empregados para uso militar, ou cão-guia.

Quando os cães ficam cegos, eles podem ter uma vida feliz se eles estiverem confortáveis em seu ambiente. Para isso o ambiente do animal precisa sofrer ajustes para que ele se sinta seguro. Não deixar objetos não usuais em suas passagens normais e precisam estar amparados por um local que não lhe ofereça riscos, como um quintal cercado. Em alguns casos é até difícil perceber que eles estão cegos.

Cães conseguem perceber um objeto em movimento com até 600 metros de distância e perceber detalhes com até 6 metros de distância, enquanto uma pessoa com visão saudável consegue ver a 22 metros de distância. Sua visão para detalhes pode ser estimada como seis vezes menor que a média dos humanos. Como possuem as pupilas muito grandes, dependendo da distância, eles só enxergam com foco o que está no centro da imagem. Todo o resto é visto borrado, ou seja, desfocado.

Além de enxergarem muito bem um objeto à frente de sua cabeça, possuem visão periférica binocular e superior à dos humanos. A visão binocular auxilia a saltar cobrir, capturar, e muitas outras atividades fundamentais aos predadores. Raças de cães desenvolvidas para caça tiveram sua visão periférica ampliada geneticamente.

Porém, onde a visão de cada olho se sobrepõe, aumenta a percepção de profundidade. A distância entre os olhos dos cães diminui a sobreposição e reduz a visão binocular. Além de ter menor visão binocular que os humanos, os cães também têm menor acuidade visual. Os cães precisam estar a uma distância de pouco mais de 6 metros para vê-lo da mesma forma que um humano veria se estivesse a quase 23 metros.

Espécies que costumam ser presas tendem a ter os olhos posicionados nos lados de sua cabeça, para aumentar o campo de visão e permitir que enxerguem a aproximação de predadores. Espécies predadoras, como humanos e cães, têm os olhos posicionados perto um do outro. Enquanto os olhos humanos são posicionados em linha reta, os olhos dos cães, dependendo da raça, posicionam-se em ângulo de 20 graus. Este ângulo aumenta o campo de visão e a visão periférica do cão.

Por terem olhos com uma sobreposição em torno de 100 graus apresentam uma amplitude de visão superior (em algumas raças pode chegar a 270 graus). A nossa é de aproximadamente 180 graus e possui sobreposição do campo de visão de cada olho num ângulo de 140 graus. A maior amplitude visual varia conforme a posição dos olhos, que muda conforme a raça.

A percepção de profundidade dos cães é sempre melhor quando eles olham à frente, mas é bloqueada pelo focinho em certos ângulos. Portanto, percebem objetos fora do foco principal com maior facilidade, principalmente se estiverem em movimento. É como se o objeto em deslocamento saltasse de um fundo parado.

Distorções também ocorrem na visualização de objetos a menos de 33 centímetros dos olhos, tornando a imagem embaçada. Para essas distâncias os cães utilizam seus outros sentidos, para auxiliar na “investigação”.

Programas de TV estão adaptados à percepção humana de 60 quadros por segundo, formando uma imagem linear. Os cães possuem a capacidade de enxergar de 70 a 80 quadros por segundo, portanto é como se a TV mostrasse imagens de slides trocados muito rapidamente. Como os cães não possuem uma boa acomodação visual, eles ficam somente interessados no movimento gerado pela troca das imagens.

 

Saiba mais:

Retinoscopia em cães de trabalho militar: Correlação entre ametropias e alterações comportamentais – Gustavo Helms
Vetweb Oftalmologia Veterinária
Retinoscopia com luz em faixa em cães fácicos, afácicos e pseudofácicos
L.A.L. Mobricci; J.J.T. Ranzani; P.V.M. Steagall; A.C.L. Rodrigues; L.R. Carvalho; C.V.S. Brandão
Canine Vision
New Study Shows That Dogs Use Color Vision After All
How Dogs See the World
Vision in dogsPaul E. Miller, DVM, and Christopher J. Murphy DVM, PhD
The World Through The Dogs Eyes
SLATTER, D. H. Fundamento de Oftalmologia Veterinária. 3 ed. São Paulo: Roca, 2005. 686p.
GELLAT, K. N. Manual de Oftalmologia Veterinária. São Paulo: Manole, 2003. 594p.

Artigo retirado em sua íntegra do site: http://netvet.com.br/post/A-visao-dos-caes,263

Regina Ripamonti (Autor).
Formada em Biologia e Pedagogia e com mais de 25 anos de atuação na área de Educação, Regina Ripamonti usará seu espírito investigativo e crítico para trazer assuntos de interesse veterinário e de educação ambiental, na busca de redefinição das relações do ser humano com o meio ambiente e a reafirmação de sua interdependência.

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Inteligência social faz cães se destacarem como espécie bem-sucedida.

Ciência e Medicina, Comportamento Canino

QUEM DOMESTICOU QUEM?

Os cães seriam mesmo lobos que o ser humano domesticou?

As pesquisas indicam o contrário: segundo Brian Hare, a iniciativa teria sido dos próprios animais. A princípio, os cães teriam começado a se desenvolver a partir dos lobos, há cerca de 15 mil anos, como resultado da seleção natural entre eles e não uma seleção artificial feita pelos homens.

Aparentemente, certos lobos mais “sociáveis” foram percebendo que era mais vantajoso para sua sobrevivência aproximar-se de grupos humanos. E os homens eram bastante auxiliados pelo “sistema de alarme natural” que os lobos ofereciam. Pois, assim como muitos cães latem sem parar nos portões de suas casas quando avistam estranhos se aproximando, o mesmo se passava com seus ancestrais dessa época, bastante sensíveis a forasteiros.

Apesar disso, as maiorias das raças caninas que se tem hoje são bastante novas (principalmente as europeias), em média, de 150 anos de existência. E neste caso, de fato, foi resultado de seleção humana intencional. Mas durante os cerca de 15 mil anos anteriores não se sabe bem o quanto houve de influência direta humana para a formação destes “lobos-cães”, até se chegar às raças contemporâneas.

Basicamente, eles se tornaram especialistas em empatia e comunicação, principalmente com os seres humanos. E muitas das habilidades são aprendidas até os três meses de idade (http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimasnoticias/redacao/2013/04/01/inteligenciacanina-se-desenvolve-mais-nos-tresprimeiros-meses.htm).

Laurie Santos, psicóloga na Universidade de Yale, EUA, e uma das maiores autoridades em inteligência canina, detalha: “a maior diferença entre a cognição dos cães e dos primatas não-humanos, em minha opinião, é que os cães são muito mais afinados com o que outros indivíduos estão pensando e fazendo.”

Os cães parecem ter ficado muito bons também em reagir aos estados emocionais humanos. Um estudo produzido pela pesquisadora Alexandra Horowitz, da Columbia University, também nos EUA, mostrou que os cachorros reagem mostrando-se “culpados” para um humano que pareça bravo, mesmo que eles não tenham feito nada errado. O objetivo? Evitar problemas, sem crises de orgulho ferido.

Como crianças A pesquisadora de Yale acrescenta que há evidências de outros tipos de capacidades cognitivas caninas. Um exemplo seria que os cães conseguem “rastrear” objetos que não podem ver – ocultos deles por algum obstáculo –, assim como crianças humanas aprendem a fazer.

Até mesmo palavras humanas os cães podem entender. E as aprendem da mesma forma que humanos o fazem: com inferências e associações a objetos. O livro “Genius of Dogs”, de Hare e sua mulher, Vanessa Woods, conta o trabalho conduzido por Julianne Kaminsky, da Portsmouth University, no Reino Unido, que demonstrou que alguns cães conseguem aprender os nomes de centenas de objetos, algumas vezes depois de ouvir o nome deles apenas uma vez. O recordista foi um cachorro chamado Chaser (Perseguidor, em tradução livre), que memorizou os nomes de mais de mil objetos.

Mas onde os cães realmente ficaram excelentes é no domínio social – lendo sinais sociais e aprendendo com eles. É especialmente nisso que esses animais se parecem mais com as crianças humanas. E há razão para essa aptidão ter sido aperfeiçoada nos últimos tempos. “Cães crescem no mesmo ambiente ou um semelhante ao dos humanos, com bastante acesso às suas ideias e sinais sociais”, diz Laurie

Aliás, note-se que os cães já ficaram tão acostumados com os humanos que seu “habitat natural”, como diz Brian Hare, virou mesmo… as casas das pessoas. O pesquisador ressalta inclusive que todos os cães estudados por seu centro de cognição canina são animais de estimação de famílias comuns, nunca animais de laboratório.

Seguimos “exatamente o mesmo modelo que psicólogos do desenvolvimento utilizam quando estudam crianças”, conta o antropólogo. “As pessoas gentilmente trazem seus cachorros, jogamos com os animais e verificamos suas escolhas.”

#RIP César Ades, professor na USP (Universidade de São Paulo), dizia, segundo o site do Instituto de Psicologia da Universidade, que se você isola o cão e não o deixa interagir, ele não vai aprender. Então, ele precisa viver em um meio humano para adquirir essa incrível sensibilidade para a face do ser humano, para o gesto do ser humano.

Fonte:  Web Carolina Rocha

Imagem: Google.

 

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A arte de reproduzir cães: Bem-estar, Legalidade e Responsabilidade.

Brincar é Arte Educar faz parte, Comportamento Canino, dogwalkercastrozn, Passeio canino, Passeio Educativo

Você Sabia!

Várias espécies de animais se subdividem em raças, ou subespécies.

No caso dos “canis lupus familiaris”, ao longo dos séculos, através da domesticação, o ser humano realizou uma seleção artificial pelas suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos, gerando assim as raças caninas. Para que seja considerado como raça, tais divisões são regulamentadas por clubes de cinofilia e mantida através de Cinófilos Criadores que se comprometem em estudos contínuos com a preservação e melhoramento dessas raças.
Para que essa preservação seja possível, os clubes estabelecem um padrão. Porém, é necessário que esse padrão seja avaliado por juízes da raça, elegendo-se os melhores exemplares selecionados em suas categorias. É para isso que existem as exposições caninas. Os cinófilos criadores selecionam aquele que avaliam ser o melhor exemplar e levam em exposições para que os cães sejam avaliados e assim recebam certificados atestando estarem dentro do padrão exigido e consequentemente, elegendo os melhores exemplares.

A dinâmica é a mesma para as provas de trabalho.

Como se trata de exemplares vivos e não objetos que possam ser copiados, um acasalamento traz resultados diversos. Cinófilos comprometidos selecionam apenas os melhores exemplares para reprodução, provas e exposição. Se não houver exemplar apto, um cinófilo criador comprometido com a raça que manipula jamais irá reproduzir um cão que não foi selecionado e destinando a essa finalidade.

Mapeamento genético, genealógico, baterias de exames são realizados na matriz e padreador, porém, é impossível prever o futuro do cão quando ainda é um pequeno filhote, porém, a experiência do cinófilo criador o leva a identificar determinados aspectos físicos e de temperamento, auxiliando nessa seleção. O padrão da raça prevê características físicas e de temperamento que devem ser preservadas para que a raça seja mantida. Quando um cão é selecionado para desempenhar sua característica mais forte, seja ela reprodução, esporte ou exposição, os demais filhotes da ninhada consequentemente poderão ser disponibilizados para venda ou doados.

É nesse momento que os cães de raça vão para tutores que querem exemplares para guarda ou companhia. Em algumas ninhadas pode haver mais de um exemplar apto, mas com certeza uma boa parte deveria ser destinada apenas para companhia ou guarda, dependendo da raça. Mesmo sendo bons exemplares, não serão os melhores para reprodução, exposições ou provas de trabalho, seja por motivos que envolvem patologias físicas ou comportamentais.

Esses cães, sejam filhotes ou adultos, não podem ser objeto de compra e venda sob a ótica consumerista por não se tratarem de um simples objeto inanimado nem haver uniformidade no resultado final. O cão está sujeito a mudanças no seu físico, caráter e até mesmo a doenças adquiridas ou genéticas não previstas no momento da aquisição.

Por ser dotado de sentimentos, não deveria ser apenas vendido ou doado sem um critério de seleção. Por exemplo: um canil coloca à disposição um filhote de excelente linhagem, mas sem as melhores aptidões para exposições ou esporte.

O cão é destinado para um desses fins. Não obtém êxito e talvez seja substituído pelo tutor descontente. E para onde vai esse cão? Muitas vezes passa de mão em mão por não se adequar ao local onde foi viver. Com certeza esse destino não é o mais adequado para um animal. Por isso é adequado que o canil ou profissional contratado para essa finalidade seja a pessoa apta para decidir a destinação desse cão.

Que possa indicar qual o filhote mais adequado para cada finalidade e, quando preciso, desfazer vendas ou doações e até retomar o exemplar. Porém, sob a ótica consumerista, o desfazimento do negócio por essas razões pode gerar responsabilidade material e moral para o canil. Da mesma forma, um objeto vendido e pago não poderia ser retomado. Mas o que é mais importante? O bem estar do cão e a preservação da raça ou o abalo moral de quem esperava um cão e não obteve? Se o cão inadequado for destinado a essa pessoa que o aguardava, muito provavelmente o abalo ao cão e a essa pessoa, a longo prazo, serão maiores e decorrentes dessa destinação inadequada.

A cinofilia só pode ser exercida se houverem estudiosos, criadores comprometidos com a raça que criam e assim trabalhem para manter as características que determinam aquela raça. Por essa razão, a comercialização formal de cães e os direitos que norteiam essa prática batem de frente com a preservação das raças caninas e o bem-estar animal.

Para preservar as raças caninas e zelar pelo bem-estar dos cães, adequado seria que sua tutela e destinação tivessem legislação própria. O que inclui proibição de comércio de cães em lojas e feiras. Porém, enquanto isso não acontece ideal é efetivar a doação desses cães seja a título gratuito ou oneroso. Também estabelecer contratos específicos para cada finalidade. E no momento de gerir conflitos, priorizar o bem-estar do cão e avaliar, quando houver, a real responsabilidade do canil.

Preservar raças caninas é um trabalho difícil e deve ser remunerado por quem se beneficia dessa prática. O cão em si não pode ser visto como um objeto de valor monetário. Porém o trabalho agregado à sua reprodução e educação bem como as despesas havidas merecem a devida recompensa. Tratando-se de ser vivo e com sentimentos, não pode ser visto como mero objeto e nem como ser humano. O “canis lupus familiaris” é uma espécie com suas peculiaridades.

A espécie merece respeito e seus conservadores também. Aplicar regras do direito consumerista puramente a relações de criação e adoção de cães é um retrocesso. Da mesma forma, a responsabilidade civil deve ser ponderada levando-se em consideração o bem-estar dos animais, a previsibilidade de danos e a real possibilidade de prevenção. A legislação deve se adequar a essa realidade.

Reproduzir cães é uma arte e necessita de conhecimento e dedicação. Dedicação essa que pode ser recompensada financeiramente, porém não deve fazer parte do comércio formal, por isso, até hoje é visto como HOBBY pelos leais cinófilos existentes seja nacional ou internacionalmente.

A espécie canina está introduzida na sociedade e muitos seres humanos se tornam dependentes da companhia e da funcionalidade dos cães. A melhor forma de preservar essa relação é adequar à legislação e sua aplicabilidade, mesmo que de forma jurisprudencial.
Texto original: Ana Paula Ruzinski

 

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O CERTO É ADESTRAMENTO OU AMESTRAMENTO DE CÃES ?

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Linguisticamente, as duas palavras têm o mesmo significado, são sinônimos.

Adestrar vem do latim “addextráre” e significa “ensinar, tornar hábil”.

Amestrar vem de mestre, e quer dizer “instruir, ensinar a desenvolver certas habilidades, treinar”. Portanto é certo dizer tanto adestramento como amestramento, se bem que amestramento, por vir de mestre, é uma palavra mais simpática.

Há quem não goste da palavra adestrar, por a entenderem em outro sentido, no sentido de domesticar animais selvagens, como em circos, uma comparação infundada, pois não se adestra um cão com um chicote na mão.

É correto e também podemos dizer treinamento ou mesmo condicionamento de cães, se bem que condicionar, apesar de ser uma expressão correta, pois condicionamos o cão quando o amestramos, é pouco usual.

O profissional que treina cães pode ser chamado de amestrador, adestrador ou treinador de cães “Personal Dog”.

QUANDO DEVO COMEÇAR O AMESTRAMENTO DE MEU CÃO?

O mais cedo possível. Não existe idade mínima nem máxima para isso. Quanto mais tarde você iniciar o amestramento, mais vícios de comportamento seu cão pode ter desenvolvido.

Comece o amestramento assim que adotar e receber seu cão. O ideal é que ele já entre em sua casa sendo amestrado, independentemente da idade. É claro que as medidas de amestramento têm que ser adequadas à idade do animal, pois, por exemplo, de nada adiantaria jogar uma bola para um filhote de 3 meses buscar e trazer de volta, já que um cão nessa idade ainda está descobrindo um mundo e estará muito distraído com tanta novidade que ele provavelmente não entenderá o que você quer dele.

Mas comece desde cedo esclarecendo a questão da hierarquia, que é à base do amestramento de qualquer cão.

QUANTO TEMPO DURA O AMESTRAMENTO DE UM CÃO?

Com a maior sinceridade: uma vida inteira. Não acredite se alguém lhe disser que seu cão pode ser amestrado em alguns dias, semanas ou meses. Um cão aprende o tempo todo, sua vida toda.

Mesmo aquilo que já foi ensinado, tem que ser repetido, reciclado, pois cão também irá questionar sua autoridade de vez em quando, algo que acontece principalmente em certas fases de sua vida, como na puberdade.

É preciso ter disciplina. Não adianta ensinar uma coisa ao cão, mas relaxar com o tempo. Um exemplo: você ensina ao cão que ele não deve subir no sofá. Ele primeiro respeita. Depois de um tempo, ele tenta subir, mas você, por comodismo ou por qualquer outro motivo, deixa. Para seu cachorro, o primeiro ensinamento (de não subir no sofá) perderá o valor e você poderá começar novamente do zero.

No amestramento básico de um cão ele aprende os comandos básicos, é socializado e estabelece uma relação com o dono e com os demais membros da família.

Nessa fase, seu animal aprende a lhe conhecer e você aprende a conhecê-lo. Um dono atento observa sempre o comportamento de seu cachorro, mas tem cuidado para não interpretar comportamentos caninos como se fossem humanos. Ele tenta conhecer seu animal e (acredite!) também aprende muito dele.

É importante seu cão aprender nessa fase a lhe aceitar como líder da matilha, escutar seus comandos, reconhecer seu lugar na hierarquia dentro da família, etc..

O amestramento básico dura, em média, a depender da raça e do caráter do animal, entre 08 meses e 1 ano (e alguns precisam até mais ou menos do que isso). Mas nunca esqueça: mesmo depois desse tempo, o amestramento continua todo o tempo.

Mas não se preocupe: com o passar do tempo e na medida em que o cão vai ficando adulto, o trabalho vai diminuindo, caso você aja consiga da lide da forma certa com seu cão e consiga ser um bom líder.

Dica: quanto mais você investir no início, menos trabalho você terá mais tarde.

 

QUALQUER PESSOA PODE AMESTRAR OU É PRECISO DE UM TREINADOR PROFISSIONAL?

Na realidade, isso depende da experiência com cães e do nível de informação sobre eles.

Se não tem experiência alguma, pratique a posse responsável e procure ajuda pelo menos no início.

A ajuda de um profissional faz sentido na fase do amestramento básico ou em distúrbio comportamental, quando o dono deveria aprender a essência para depois dar continuidade ele mesmo ao amestramento, pois o objetivo de qualquer treinador de cães deveria ser o de ensinar ao dono a lidar bem com seu próprio cão, de forma autárquica, sem ter que ficar recorrendo à ajuda de profissionais.

Mais de 90% dos distúrbios comportamentais de um cão tem sua causa no dono, na sua forma de lidar com o canino, que, por melhor que sejam as intenções, termina fazendo mal ao cão.

Geralmente não é a falta de conhecimento do dono, e sim a interpretação errônea sobre seu animal e sua postura errada que causam diversos distúrbios comportamentais.

Dentro do saldo de 10%, aproximadamente 2% são distúrbios relacionados a questões não pertinentes ao tutor.

Os cães necessitam de liderança, seguem seu líder com satisfação, mas eles só querem saber uma coisa antes: quem é o chefe? Para um cão, que é muito social e vê sua matilha (para ele, a família da casa onde vive) como algo indispensável para sobreviver.

A genética do cão é programada para viver em grupo. E para o cão, o grupo só pode funcionar se tiver um líder. Se você não assumir essa liderança, ele fará isso por você.

Um bom treinador faz exatamente isso: ensina ao dono a ser líder de seu cão e o que isso significa.

Independente do amestramento básico pode ocorrer situações mais complexas na vida do cão, de desvio de comportamento, que exijam a ajuda de um profissional (traumas, mudança brusca na vida do cão, como uma troca de dono, falecimento de uma pessoa há quem ele muito apegado ou nascimento de uma criança, por exemplo).

Em casos assim, alguns cães podem precisar de um acompanhamento profissional, mas o que o seu cão acima de tudo precisa em qualquer fase difícil é de você, como líder.

Mas se você perceber que não dá conta, não aventure, consulte um profissional ou uma pessoa mais experiente. Mas tenha cuidado: quando se trata de cachorro, há muita gente por aí dizendo que entende do assunto, hoje em dia anda chovendo especialistas, mas nem sempre são pessoas realmente competentes.

Ao procurar um treinador, peça referências, se informe sobre ele e observe bem como ele lida com cães.

Treinadores profissionais, que realmente entendem do assunto, têm uma autoridade natural e são respeitados pelos animais, eles são calmos, não gritam com os bichos, trabalham com o reforço positivo e JAMAIS usam de violência.

Observação: não se esqueça de que um bom treinador não treina o cão, mas sim o dono, pois de nada adianta ensinar algo ao cão, ir embora e deixar o dono então sozinho com o problema, que persistirá.

 

POSSO ENSINAR TRUQUES A MEU CÃO?

Depende. Se você quer ensinar truques úteis, que façam sentido, tudo bem, truques que sejam divertidos para o cão também.

Mas não ensine truques desagradáveis para o cão só para seu divertimento ou para o divertimento de outras pessoas. É uma questão de respeito. Seu cão é um animal de estimação e não de circo.

 

TENTO AMESTRAR MEU CÃO, MAS ELE NÃO OBEDECE. O QUE FAZER?

Para que o amestramento de seu cão funcione, é necessário que você, em primeiro lugar, esclareça a questão da hierarquia.

Isso é à base do amestramento de qualquer cão. Se seu cão não obedece, esse seria o primeiro ponto a esclarecer. Além disso, observe alguns outros pontos que ajudam a facilitar o amestramento:

Ao treinar alguma coisa com seu cão, cuide para ficar só com ele, evitando que outras pessoas ou outros cães estejam próximos e também qualquer outra coisa que possa distrair o cão. Um cão distraído tem dificuldades de se concentrar e entender o que você quer dele.

Use reforço positivo como carinho para incentivar e recompensar o cão. Mas não exagere.

Antes de treinar, faça exercícios e brinque com o cão, cuide para que ele corra, gastando um pouco da energia. Isso fará com que ele fique mais calmo e possa se concentrar melhor na hora do treinamento.

Mas não exagere, pois um cão cansado também tem dificuldade de se concentrar. Faça-o gastar somente a energia em excesso.

 

EXISTE RAÇA QUE NÃO APRENDE?

Não, qualquer raça pode ser amestrada. O que existe é diferença de características, que fazem com que sejam necessárias medidas diferentes, específicas para cada raça.

Há raças com maior tendência à dominância que outras e raças que são mais fáceis de motivar.

Portanto, é importante conhecer bem seu cão, as peculiaridades da raça (ou das raças, no caso de SRD) e a forma correta de motivá-lo.

 

EM QUAL IDIOMA SE DEVE AMESTRAR MEU CÃO?

Alguns treinadores defendem a teoria de que cães devem ser amestrados em inglês, mas isso não é verdade.

Na verdade, o cão pode ser amestrado em qualquer idioma. A linguagem corporal do dono é mais importante do que qualquer palavra falada.

Os comandos você pode dar em português, inglês, alemão, tupi, iorubá ou em qualquer língua. É importante que os comandos sejam sempre os mesmos e que você escolha palavras curtas, que facilitam o entendimento.

Há treinadores que praticamente não falam com os cães durante o amestramento, preferindo usar a linguagem corporal e ruídos como “Psssssst!”, assovios e outros sons com frequência mais alta que a da voz humana (cães escutam sons de frequência alta ainda melhor!).

 

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Doe vida, Doe sangue canino!

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Doe vida, Doe sangue canino!

Pouco conhecida e cheia de mitos, a prática é simples e indolor. O banco de sangue precisa de novos doadores todos os dias.

O perfil dos doadores de sangue caninos é:

• Cães entre 1 e 8 anos de idade;
• Peso acima de 25 quilos;
• Sem sinais de doença aparente (animais saudáveis);
• Esquema de vacinação e vermifugo “em dia”.

Não existem raças específicas para doação, mas os cães precisam ser dóceis ou controláveis, pois nós não sedamos nossos doadores. Os candidatos a doadores nestas condições são examinados por médicos veterinários que avaliarão mais precisamente as condições de saúde do animal.

O sangue é coletado e uma parte é remetida para exames para o hemograma e
para a detecção de doenças transmissíveis pela transfusão, em especial erliquiose, leishmaniose, bordetelose e dirofilariose Se os exames sorológicos forem negativos e o hemograma estiver dentro dos padrões esperados o sangue coletado é processado e liberado para uso no do hospital.

Vantagens para o doador.

A doação de sangue é feita de modo a estressar o mínimo possível o doador, sem anestesia ou sedação, e o cão não sofre nenhuma alteração pós-colheita.

Aliás, é incrível ver os cães correndo brincando e pulando ao acabar a doação.
Eles também ganham “lanchinho” e muito carinho e atenção. Os doadores
receberão avaliações físicas e laboratoriais periódicas e caso apareça algum problema, os tutores receberão as orientações.

As colheitas podem ser feitas com intervalo de 2 a 3 meses, e esta periodicidade permite uma avaliação regular do cão, pois toda vez que o animal for doar, ele receberá os exames físicos e hemograma.

Não há remuneração financeira para os doadores ou seus tutores.

Visite a nossa pagina, e conheça mais a respeito, você sabia que dos 20 grupos sanguíneos apenas 6 grupos possuem importância na Medicina de transfusão de sangue canino.

Visite Dog Walker Castro e saiba mais sobre doação de sangue canino.‪#‎Ajudarfazbem‬

#doevida #doesanguecanino #aujudarfazbem 

@dogwalkercastrozn‬

Sobre o autor do blog:

🐾 Atendimento sempre que precisar ausentar-se por horas, dias, férias, viagens ou compromissos.

Agende sua #Visita #hoje mesmo pro #cãoforto da sua matilha!
#Wpp 📲 11 9 9277-8700, Seg. à Sexta, ⌚ 8h às 20h.
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🐾 Brincar é arte, passear faz parte! 🐾