Cesar Millan ou Victoria Stilwell, quem tem razão?

Sempre quando começamos a falar em técnicas de adestramento básico, comportamento canino e problemas de temperamento vêm à tona o debate para saber quem é melhor Cesar Millan, o mexicano que virou celebridade em L.A. com o programa “O Encantador de Cães” (Animal Planet), ou Victória Stillwell, ex- atriz britânica que apresenta o programa “Ou eu ou o Cachorro” na GNT.

Cesar não se mostra como adestrador, mas sim como comportamentalista canino que tem objetivos bem diferentes de ensinar o cão a sentar ou dar a pata. No Brasil, adestradores, MV especialistas em comportamento animal criticam-no por ser entendê-lo como rude, pregar a submissão e abusar dos toques físicos nos cães. Os resultados de suas “sessões” são rápidos e quando não consegue atingir seu objetivo, (em curto prazo) leva o cachorro do episódio para seu centro de reabilitação em Los Angeles, para terminar o tratamento.

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Victoria tem outra abrangência em seus programas. Ela ensina técnicas, comprovadas pelos adeptos do Reforço Positivo, que com paciência, insistência e muito trabalho os cães podem abandonar comportamentos bastante desagradáveis e perigosos para quem convive com eles.

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APROVEITAR O LADO BOM DE CADA UM

Como bom curioso eu prefiro entender melhor e pesquisar o que cada um tem para oferecer, separando caso a caso. Em minha opinião, as técnicas de César são mais eficientes com cães agressivos, ansiosos e dominantes de raças grandes, principalmente os molossos. Na realidade, Cesar treina o tutor e família humana a se tornar o líder do cão deixando bem claro que o inverso é perigoso para o equilíbrio da relação humano-cão-humano e traz sofrimento ao animal. No caso que ocorreu no Rio de Janeiro, entre um casal de Rottweillers agressivos que chegaram a mutilar a mão da tutora. É claro que o fim desta história foi trágica para todos. A mulher, médica-cirurgiã, perdeu o movimento da mão direita e, consequentemente, sua carreira. O cão foi sacrificado por ser uma ameaça real para a família. O marido desta médica lamenta não ter entendido os sinais demonstrados pelos cães, tais como a possessividade da comida, a territorialidade e a dominância excessiva do macho. Sobrou carinho e faltou atitude.

Neste cenário é preciso entender que pessoas inexperientes com cães devem evitar certas raças. Ao mesmo tempo, quem tem um exemplar de uma raça forte deve buscar informação, ajuda profissional e se impor como líder indiscutível do animal. César deixa isso bem claro quando diz que carinho e amor não são o que um cão espera da relação, mas sim três coisas, nesta ordem:

  • Exercício: Eles precisam gastar a sua energia de forma orientada, pelo menos uma hora por dia, sempre respeitando os sinais do seu líder \ dogwalkercastrozn, geralmente é recomendado passeios de pelo menos 40 minutos (dependendo do porte, idade e salvo restrição médica veterinária); [Posse Responsável];
  • Disciplina: Deve ser aplicados com o escalonamento de regras, limites e restrições entre o cão e matilha-família. Disciplina também quer dizer regularidade das tarefas e com as atividades indicadas, propiciando que eles se tornem mais sociáveis e tranquilas; [Psicologia Canina];
  • Carinho: Isso a maioria é especialista. Essa deve ser a última atividade realizada com o cão. O carinho também é usado como recompensa por bom comportamento. [Reforço Positivo].

Victoria Stillwell é adestradora profissional. Admirado e seguido por milhões de profissionais e proprietários de cães, seu método de educação canina é embasado no reforço positivo de treinamento, que, por meio de petiscos e agrados, mostra ao cão que atitudes positivas têm recompensa, e combate, veementemente, a dominância, a agressividade e a punição diante de maus comportamentos do animal. Ela diz que muitos comportamentos negativos dos cães acontecem porque eles vivem sob as regras de nossa casa, estranhas aos animais, e acabam desenvolvendo problemas como estresse, ansiedade e insegurança. Se punir esse animal, poderá fazê-lo se comportar de forma ainda pior e incentivá-los a se tornarem agressivos. O reforço positivo mostra ao cão como se comportar e de que forma se comportar bem traz prazer.

Em contra ponto a Cesar Millan, Stilwell afirma: “O ponto principal contra a teoria da dominação é que ela pode ser perigosa para as pessoas. Quando as pessoas veem, na mídia, um cão que é treinado com o uso dessas técnicas rudes, de certa forma está sendo enganados. O modo como a TV mostra as coisas pode ser muito sedutor. (Lembre-se do aviso sobre nunca realizar as técnicas aplicadas por Cesar Millan e SEMPRE solicitar apoio profissional). A razão pela qual me orgulho muito de meu programa é que, se algo não está dando certo, não digo que é um sucesso. Nós mostramos a verdade. Não acontece com muita frequência no meu programa porque trabalho duro para que tudo dê certo. Mas as pessoas vão acreditar no que virem e pode parecer impressionante. O que elas não percebem que algumas técnicas podem causar danos psicológicos aos cães e afetar a confiança entre cão e dono.”.

Em tempo: Eu nunca vi Cesar Millan, apesar da rudeza característica, condenar um cão a ser sacrificado, no entanto, Stilwell recomendou o sacrifício de um Cocker Spaniel, durante um episódio que tratava de agressividade. Agora basta você optar qual programa ou leitura mais te agrada ou se encaixa no perfil de seu cão, para que possa ajudá-lo a interagir ainda mais com seu companheiro.

 

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Adestramento, Cesar Millan, Comportamentalista Canino, Victoria Stilwell

A arte de reproduzir cães: Bem-estar, Legalidade e Responsabilidade.

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Você Sabia!

Várias espécies de animais se subdividem em raças, ou subespécies.

No caso dos “canis lupus familiaris”, ao longo dos séculos, através da domesticação, o ser humano realizou uma seleção artificial pelas suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos, gerando assim as raças caninas. Para que seja considerado como raça, tais divisões são regulamentadas por clubes de cinofilia e mantida através de Cinófilos Criadores que se comprometem em estudos contínuos com a preservação e melhoramento dessas raças.
Para que essa preservação seja possível, os clubes estabelecem um padrão. Porém, é necessário que esse padrão seja avaliado por juízes da raça, elegendo-se os melhores exemplares selecionados em suas categorias. É para isso que existem as exposições caninas. Os cinófilos criadores selecionam aquele que avaliam ser o melhor exemplar e levam em exposições para que os cães sejam avaliados e assim recebam certificados atestando estarem dentro do padrão exigido e consequentemente, elegendo os melhores exemplares.

A dinâmica é a mesma para as provas de trabalho.

Como se trata de exemplares vivos e não objetos que possam ser copiados, um acasalamento traz resultados diversos. Cinófilos comprometidos selecionam apenas os melhores exemplares para reprodução, provas e exposição. Se não houver exemplar apto, um cinófilo criador comprometido com a raça que manipula jamais irá reproduzir um cão que não foi selecionado e destinando a essa finalidade.

Mapeamento genético, genealógico, baterias de exames são realizados na matriz e padreador, porém, é impossível prever o futuro do cão quando ainda é um pequeno filhote, porém, a experiência do cinófilo criador o leva a identificar determinados aspectos físicos e de temperamento, auxiliando nessa seleção. O padrão da raça prevê características físicas e de temperamento que devem ser preservadas para que a raça seja mantida. Quando um cão é selecionado para desempenhar sua característica mais forte, seja ela reprodução, esporte ou exposição, os demais filhotes da ninhada consequentemente poderão ser disponibilizados para venda ou doados.

É nesse momento que os cães de raça vão para tutores que querem exemplares para guarda ou companhia. Em algumas ninhadas pode haver mais de um exemplar apto, mas com certeza uma boa parte deveria ser destinada apenas para companhia ou guarda, dependendo da raça. Mesmo sendo bons exemplares, não serão os melhores para reprodução, exposições ou provas de trabalho, seja por motivos que envolvem patologias físicas ou comportamentais.

Esses cães, sejam filhotes ou adultos, não podem ser objeto de compra e venda sob a ótica consumerista por não se tratarem de um simples objeto inanimado nem haver uniformidade no resultado final. O cão está sujeito a mudanças no seu físico, caráter e até mesmo a doenças adquiridas ou genéticas não previstas no momento da aquisição.

Por ser dotado de sentimentos, não deveria ser apenas vendido ou doado sem um critério de seleção. Por exemplo: um canil coloca à disposição um filhote de excelente linhagem, mas sem as melhores aptidões para exposições ou esporte.

O cão é destinado para um desses fins. Não obtém êxito e talvez seja substituído pelo tutor descontente. E para onde vai esse cão? Muitas vezes passa de mão em mão por não se adequar ao local onde foi viver. Com certeza esse destino não é o mais adequado para um animal. Por isso é adequado que o canil ou profissional contratado para essa finalidade seja a pessoa apta para decidir a destinação desse cão.

Que possa indicar qual o filhote mais adequado para cada finalidade e, quando preciso, desfazer vendas ou doações e até retomar o exemplar. Porém, sob a ótica consumerista, o desfazimento do negócio por essas razões pode gerar responsabilidade material e moral para o canil. Da mesma forma, um objeto vendido e pago não poderia ser retomado. Mas o que é mais importante? O bem estar do cão e a preservação da raça ou o abalo moral de quem esperava um cão e não obteve? Se o cão inadequado for destinado a essa pessoa que o aguardava, muito provavelmente o abalo ao cão e a essa pessoa, a longo prazo, serão maiores e decorrentes dessa destinação inadequada.

A cinofilia só pode ser exercida se houverem estudiosos, criadores comprometidos com a raça que criam e assim trabalhem para manter as características que determinam aquela raça. Por essa razão, a comercialização formal de cães e os direitos que norteiam essa prática batem de frente com a preservação das raças caninas e o bem-estar animal.

Para preservar as raças caninas e zelar pelo bem-estar dos cães, adequado seria que sua tutela e destinação tivessem legislação própria. O que inclui proibição de comércio de cães em lojas e feiras. Porém, enquanto isso não acontece ideal é efetivar a doação desses cães seja a título gratuito ou oneroso. Também estabelecer contratos específicos para cada finalidade. E no momento de gerir conflitos, priorizar o bem-estar do cão e avaliar, quando houver, a real responsabilidade do canil.

Preservar raças caninas é um trabalho difícil e deve ser remunerado por quem se beneficia dessa prática. O cão em si não pode ser visto como um objeto de valor monetário. Porém o trabalho agregado à sua reprodução e educação bem como as despesas havidas merecem a devida recompensa. Tratando-se de ser vivo e com sentimentos, não pode ser visto como mero objeto e nem como ser humano. O “canis lupus familiaris” é uma espécie com suas peculiaridades.

A espécie merece respeito e seus conservadores também. Aplicar regras do direito consumerista puramente a relações de criação e adoção de cães é um retrocesso. Da mesma forma, a responsabilidade civil deve ser ponderada levando-se em consideração o bem-estar dos animais, a previsibilidade de danos e a real possibilidade de prevenção. A legislação deve se adequar a essa realidade.

Reproduzir cães é uma arte e necessita de conhecimento e dedicação. Dedicação essa que pode ser recompensada financeiramente, porém não deve fazer parte do comércio formal, por isso, até hoje é visto como HOBBY pelos leais cinófilos existentes seja nacional ou internacionalmente.

A espécie canina está introduzida na sociedade e muitos seres humanos se tornam dependentes da companhia e da funcionalidade dos cães. A melhor forma de preservar essa relação é adequar à legislação e sua aplicabilidade, mesmo que de forma jurisprudencial.
Texto original: Ana Paula Ruzinski

 

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O CERTO É ADESTRAMENTO OU AMESTRAMENTO DE CÃES ?

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Linguisticamente, as duas palavras têm o mesmo significado, são sinônimos.

Adestrar vem do latim “addextráre” e significa “ensinar, tornar hábil”.

Amestrar vem de mestre, e quer dizer “instruir, ensinar a desenvolver certas habilidades, treinar”. Portanto é certo dizer tanto adestramento como amestramento, se bem que amestramento, por vir de mestre, é uma palavra mais simpática.

Há quem não goste da palavra adestrar, por a entenderem em outro sentido, no sentido de domesticar animais selvagens, como em circos, uma comparação infundada, pois não se adestra um cão com um chicote na mão.

É correto e também podemos dizer treinamento ou mesmo condicionamento de cães, se bem que condicionar, apesar de ser uma expressão correta, pois condicionamos o cão quando o amestramos, é pouco usual.

O profissional que treina cães pode ser chamado de amestrador, adestrador ou treinador de cães “Personal Dog”.

QUANDO DEVO COMEÇAR O AMESTRAMENTO DE MEU CÃO?

O mais cedo possível. Não existe idade mínima nem máxima para isso. Quanto mais tarde você iniciar o amestramento, mais vícios de comportamento seu cão pode ter desenvolvido.

Comece o amestramento assim que adotar e receber seu cão. O ideal é que ele já entre em sua casa sendo amestrado, independentemente da idade. É claro que as medidas de amestramento têm que ser adequadas à idade do animal, pois, por exemplo, de nada adiantaria jogar uma bola para um filhote de 3 meses buscar e trazer de volta, já que um cão nessa idade ainda está descobrindo um mundo e estará muito distraído com tanta novidade que ele provavelmente não entenderá o que você quer dele.

Mas comece desde cedo esclarecendo a questão da hierarquia, que é à base do amestramento de qualquer cão.

QUANTO TEMPO DURA O AMESTRAMENTO DE UM CÃO?

Com a maior sinceridade: uma vida inteira. Não acredite se alguém lhe disser que seu cão pode ser amestrado em alguns dias, semanas ou meses. Um cão aprende o tempo todo, sua vida toda.

Mesmo aquilo que já foi ensinado, tem que ser repetido, reciclado, pois cão também irá questionar sua autoridade de vez em quando, algo que acontece principalmente em certas fases de sua vida, como na puberdade.

É preciso ter disciplina. Não adianta ensinar uma coisa ao cão, mas relaxar com o tempo. Um exemplo: você ensina ao cão que ele não deve subir no sofá. Ele primeiro respeita. Depois de um tempo, ele tenta subir, mas você, por comodismo ou por qualquer outro motivo, deixa. Para seu cachorro, o primeiro ensinamento (de não subir no sofá) perderá o valor e você poderá começar novamente do zero.

No amestramento básico de um cão ele aprende os comandos básicos, é socializado e estabelece uma relação com o dono e com os demais membros da família.

Nessa fase, seu animal aprende a lhe conhecer e você aprende a conhecê-lo. Um dono atento observa sempre o comportamento de seu cachorro, mas tem cuidado para não interpretar comportamentos caninos como se fossem humanos. Ele tenta conhecer seu animal e (acredite!) também aprende muito dele.

É importante seu cão aprender nessa fase a lhe aceitar como líder da matilha, escutar seus comandos, reconhecer seu lugar na hierarquia dentro da família, etc..

O amestramento básico dura, em média, a depender da raça e do caráter do animal, entre 08 meses e 1 ano (e alguns precisam até mais ou menos do que isso). Mas nunca esqueça: mesmo depois desse tempo, o amestramento continua todo o tempo.

Mas não se preocupe: com o passar do tempo e na medida em que o cão vai ficando adulto, o trabalho vai diminuindo, caso você aja consiga da lide da forma certa com seu cão e consiga ser um bom líder.

Dica: quanto mais você investir no início, menos trabalho você terá mais tarde.

 

QUALQUER PESSOA PODE AMESTRAR OU É PRECISO DE UM TREINADOR PROFISSIONAL?

Na realidade, isso depende da experiência com cães e do nível de informação sobre eles.

Se não tem experiência alguma, pratique a posse responsável e procure ajuda pelo menos no início.

A ajuda de um profissional faz sentido na fase do amestramento básico ou em distúrbio comportamental, quando o dono deveria aprender a essência para depois dar continuidade ele mesmo ao amestramento, pois o objetivo de qualquer treinador de cães deveria ser o de ensinar ao dono a lidar bem com seu próprio cão, de forma autárquica, sem ter que ficar recorrendo à ajuda de profissionais.

Mais de 90% dos distúrbios comportamentais de um cão tem sua causa no dono, na sua forma de lidar com o canino, que, por melhor que sejam as intenções, termina fazendo mal ao cão.

Geralmente não é a falta de conhecimento do dono, e sim a interpretação errônea sobre seu animal e sua postura errada que causam diversos distúrbios comportamentais.

Dentro do saldo de 10%, aproximadamente 2% são distúrbios relacionados a questões não pertinentes ao tutor.

Os cães necessitam de liderança, seguem seu líder com satisfação, mas eles só querem saber uma coisa antes: quem é o chefe? Para um cão, que é muito social e vê sua matilha (para ele, a família da casa onde vive) como algo indispensável para sobreviver.

A genética do cão é programada para viver em grupo. E para o cão, o grupo só pode funcionar se tiver um líder. Se você não assumir essa liderança, ele fará isso por você.

Um bom treinador faz exatamente isso: ensina ao dono a ser líder de seu cão e o que isso significa.

Independente do amestramento básico pode ocorrer situações mais complexas na vida do cão, de desvio de comportamento, que exijam a ajuda de um profissional (traumas, mudança brusca na vida do cão, como uma troca de dono, falecimento de uma pessoa há quem ele muito apegado ou nascimento de uma criança, por exemplo).

Em casos assim, alguns cães podem precisar de um acompanhamento profissional, mas o que o seu cão acima de tudo precisa em qualquer fase difícil é de você, como líder.

Mas se você perceber que não dá conta, não aventure, consulte um profissional ou uma pessoa mais experiente. Mas tenha cuidado: quando se trata de cachorro, há muita gente por aí dizendo que entende do assunto, hoje em dia anda chovendo especialistas, mas nem sempre são pessoas realmente competentes.

Ao procurar um treinador, peça referências, se informe sobre ele e observe bem como ele lida com cães.

Treinadores profissionais, que realmente entendem do assunto, têm uma autoridade natural e são respeitados pelos animais, eles são calmos, não gritam com os bichos, trabalham com o reforço positivo e JAMAIS usam de violência.

Observação: não se esqueça de que um bom treinador não treina o cão, mas sim o dono, pois de nada adianta ensinar algo ao cão, ir embora e deixar o dono então sozinho com o problema, que persistirá.

 

POSSO ENSINAR TRUQUES A MEU CÃO?

Depende. Se você quer ensinar truques úteis, que façam sentido, tudo bem, truques que sejam divertidos para o cão também.

Mas não ensine truques desagradáveis para o cão só para seu divertimento ou para o divertimento de outras pessoas. É uma questão de respeito. Seu cão é um animal de estimação e não de circo.

 

TENTO AMESTRAR MEU CÃO, MAS ELE NÃO OBEDECE. O QUE FAZER?

Para que o amestramento de seu cão funcione, é necessário que você, em primeiro lugar, esclareça a questão da hierarquia.

Isso é à base do amestramento de qualquer cão. Se seu cão não obedece, esse seria o primeiro ponto a esclarecer. Além disso, observe alguns outros pontos que ajudam a facilitar o amestramento:

Ao treinar alguma coisa com seu cão, cuide para ficar só com ele, evitando que outras pessoas ou outros cães estejam próximos e também qualquer outra coisa que possa distrair o cão. Um cão distraído tem dificuldades de se concentrar e entender o que você quer dele.

Use reforço positivo como carinho para incentivar e recompensar o cão. Mas não exagere.

Antes de treinar, faça exercícios e brinque com o cão, cuide para que ele corra, gastando um pouco da energia. Isso fará com que ele fique mais calmo e possa se concentrar melhor na hora do treinamento.

Mas não exagere, pois um cão cansado também tem dificuldade de se concentrar. Faça-o gastar somente a energia em excesso.

 

EXISTE RAÇA QUE NÃO APRENDE?

Não, qualquer raça pode ser amestrada. O que existe é diferença de características, que fazem com que sejam necessárias medidas diferentes, específicas para cada raça.

Há raças com maior tendência à dominância que outras e raças que são mais fáceis de motivar.

Portanto, é importante conhecer bem seu cão, as peculiaridades da raça (ou das raças, no caso de SRD) e a forma correta de motivá-lo.

 

EM QUAL IDIOMA SE DEVE AMESTRAR MEU CÃO?

Alguns treinadores defendem a teoria de que cães devem ser amestrados em inglês, mas isso não é verdade.

Na verdade, o cão pode ser amestrado em qualquer idioma. A linguagem corporal do dono é mais importante do que qualquer palavra falada.

Os comandos você pode dar em português, inglês, alemão, tupi, iorubá ou em qualquer língua. É importante que os comandos sejam sempre os mesmos e que você escolha palavras curtas, que facilitam o entendimento.

Há treinadores que praticamente não falam com os cães durante o amestramento, preferindo usar a linguagem corporal e ruídos como “Psssssst!”, assovios e outros sons com frequência mais alta que a da voz humana (cães escutam sons de frequência alta ainda melhor!).

 

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Mitos Caninos

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“Focinho quente é sinal de doença”:

A temperatura do focinho dos cães costuma subir quando estão dormindo, por isso ele acorda com o focinho quente, o que é normal. Só haverá problema, se além de quente o focinho estiver seco e apresentar outros sintomas, como apatia.

” Cães não precisam ser vermifugados quando não saem na rua”:

Como se vermes tocassem campainha ou pedissem pedágio… mesmo dentro do lar o cão pode pegar vermes e outras doenças que podem vim de comidas, por exemplo, o importante é não correr o risco. Ao nascer, os filhotes carregam uma grande carga de vermes oriundos da placenta e por isso é importantíssimo a realização do ciclo vacinal por completo, incluindo os vermicidas.

” Cães avisam quando estão doentes”:

Na verdade é exatamente o contrário. Cães evitam se mostrarem doentes pra não se sentirem vulneráveis para um possível inimigo, os sintomas só costumam aparecer quando o cão não aguenta mais.

“Cães só enxergam em preto e branco”:

Eles apenas veem menos cores que o ser humano, mas podem distinguir várias cores sim.

“Cadelas devem ter uma ninhada antes de serem castradas”:

Mito antigo, do ponto de vista de saúde e bem-estar do bicho a castração é benéfica, e é até melhor serem realizadas antes do primeiro cio pois diminui mais os riscos de doenças e infecções no sistema reprodutor.

“Ossos são sempre bons para cães”:

Cães realmente gostam muito de roer, mas se deve tomar muito cuidado ao tipo de osso que se dá para eles, os de borracha ou courinho são os melhores. Não ofereça ossos finos ou de galinha pois podem correr risco de ficarem engasgados ou prejudicar\romper o sistema digestivo.

“Se você manipular a comida do cão enquanto ele estiver comendo será mordido”:

Se o cão ataca quem meche, acidentalmente ou não, na comida dele, o problema está na falta de socialização ou o cão não foi adestrado para isso. Desde que você adquire um cão, você deve ensinar que tanto você, como seus familiares, não oferecem nenhum tipo de perigo. Comece dando comida na mão para ele, mecha constantemente enquanto ele estiver comendo, ensine a só comer quando você ordenar, etc. O Freddy foi ensinado assim e nunca me mordeu, nem se importa se eu mecho na sua tigela.

“Cães e gatos são inimigos”:

Na verdade isso vai depender do temperamento de cada cão e gato e como eles foram socializados e adestrados. No geral, cães se dão muito bem com gatos se forem ensinados a isso.

“Cães precisam de quintal”:

É claro que ninguém gosta de ficar confinado em um apartamento. Mas pode reparar: solte seus cães em um grande quintal do tamanho de um capo de futebol, que a maior parte do tempo eles vão ficar na porta esperando a hora de entrar em casa, ou no lugar mais perto que ele puder ficar dos seus tutores. Na verdade, muitos humanos querem um quintal não para que o cão tenha seu espaço para se divertir, mas sim para ele ficar lá fora e deixar o tutor em paz. Cães gostam de brincar, correr e se divertir na companhia da matilha, seja canina ou humana.

“O cão só abana a cauda quando estiver feliz”:

O cão abana a cauda devido a diversos estados de excitação, ansiedade ou até mesmo agressividade.

“O cão macho é melhor para ser guarda do que a fêmea”:

O que define um bom cão de guarda não é a agressividade, e sim a verdadeira coragem e algumas raças selecionadas para tal trabalho. E tanto como machos ou fêmeas são capazes disso, o que se deve ser analisado é o comportamento geral do cão, a raça e o que foi herdado geneticamente. Alguns cães são ótimos como guardas, enquantos outros não são. Um Fox Paulistinha pode ser melhor cão de guarda do que um Pit Bull, por exemplo. O machos podem até se distraírem mais fácil e deixarem de proteger o terreno quando por exemplo uma fêmea no cio está próximo.

“Os melhores cães de guarda são os agressivos”:

Todo cão de guarda deve ser bem socializado e adestrado para que possa distinguir as pessoas que ele deve atacar, como intrusos e ladrões, e aqueles que ele não deve atacar, como os próprios familiares ou visitas. Agressividade nenhum cão deve ser estimulado a ter, pois além de ser prejudicial pro cão, pode voltar contra você.

“Não se deve ensinar truques novos a cães velhos”:

Qualquer cão, de qualquer idade, pode aprender coisas novas. Aliás, eles sempre estão a aprender coisas novas, com a sua interferência ou não. O que pode acontecer é o adestramento demorar mais ou apresentar mais dificuldades, mas nada que um treinador qualificado e tutor paciente não consiga mudar.

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Você sabe o que é Etologia ?

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A etologia é uma ciência, relativamente nova, que trata o comportamento ético individual e social dos animais, estudando-o, apenas, pela observação e anotação, guardando o respeito à territorialidade e à privacidade, sem a mais tênue interferência.
O pai dessa ideia, Konrad Lorenz, realizou alguns trabalhos de campo, juntamente com seu grande amigo e assistente Paul Leyhausen, no início deste século. Mais tarde, adotaram essa ideia Nicolaas Timbergen, Eibl Eibesfeldt, Solly Zuckermann, D. McFarland, A. Houston e tantos outros.

Exclusivamente pela observação, o estudo ético do comportamento animal, possibilitou a posterior análise e a determinação da etiologia de algumas dessas características que estarrecem o homem, pela sua incapacidade de acessá-las.

As sociedades mais primitivas, as menos civilizadas, são as mais lógicas e as mais próximas desse almejado comportamento.

Todos os “métodos didáticos” civilizados são radicalmente opostos ao de todas as outras espécies animais, classificadas, ainda hoje, como “irracionais”.

Desde o nascimento nós aprendemos a não fazer.

Aos seis meses começamos a aprender a segunda palavra: “mamãe”.

Assim, no lugar de proporcionar experiências, ensinamos a obediência.

Os outros animais, só aprendem com o resultado positivo de suas experiências.

 

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Como manipular um cachorro com dor?

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Os cães, assim como as outras espécies animais, quando possuem quaisquer desconfortos, tanto físicos quanto psicológicos, tendem a responder à aproximação de forma agressiva.

Muitas pessoas, quando vêem cães precisando de ajuda na rua, sentem vontade de ajudar dando uma assistência devida para o pet. No entanto, muitos têm medo de aproximar-se do animal, temendo ser mordido. Os cães, assim como as outras espécies animais, quando possuem quaisquer desconfortos, tanto físicos quanto psicológicos, tendem a responder à aproximação de forma agressiva. É importante enfatizar que isso não é uma regra a ser seguida. Alguns animais não respondem violentamente, devido à índole ou a condições de saúde crítica no momento da abordagem, porém a pessoa que for aproximar-se, deve tomar alguns cuidados para que não ocorra nenhum tipo de acidente.

Os cães, ao contrário de outras espécies, possuem como defesa praticamente uma única “arma”: os seus dentes. Quando o animal domiciliado, ou mesmo de rua precisar, de socorro médico imediato, é importante que ao se aproximar do animal, não se tente logo entrar em contato físico com o cão. É importante que se observe, à distância, se há alguma lesão aparente no corpo do animal, como feridas, fraturas externas, entre outras.

Os principais fatores que mais causam dor nos cães são:

Fraturas ósseas, rompimento de tendões, luxações, dores abdominais e etc. Antes de entrar em contato físico com o animal, o tutor ou a pessoa que for resgatar deve improvisar algum tipo de transporte para que o animal seja encaminhado para a clínica veterinária. Um tampo de madeira ou um lençol podem ser usados para improvisar uma maca, de modo que o seu corpo fique nivelado. Jamais suspenda o animal de forma desigual, pois isso pode ocasionar uma piora do quadro clínico.

O próximo, e mais importante passo, é a colocação da focinheira, para que não ocorra nenhum tipo de acidente. É nesse momento, quando a pessoa irá tentar aproximar-se do animal, a ocasião certa para perceber a reação do pet. Mesmo o animal não esboçando agressividade, é importante que a focinheira seja colocada. A colocação é bastante simples e deve ser feita de forma rápida e precisa. O tutor vai para trás do animal segurando nos dois pontos de amarração da focinheira, em seguida faz a colocação rápida e prende de forma segura. Em alguns modelos pode-se utilizar um nó. Quando não existe uma focinheira próxima, pode-se improvisar a amarração com cadarço de sapato ou tira de pano.

Depois de ter feito todas as etapas de segurança, deve-se aproximar o lençol ou o tampo de madeira, e com a ajuda de outra pessoa, faz-se a colocação do animal em cima da maca improvisada. É indicado que uma pessoa segure lateralmente no tórax e na cabeça e a outra pessoa no quadril. Caso o animal sinalize dor, deve-se procurar um local que não o incomode. O movimento de suspensão deve ser feito simultaneamente, de forma sincronizada.

Caso a pessoa que for resgatar, ou o tutor do animal, tiver acesso a uma luva de procedimento, deve calçá-la antes de manipular o animal. Essa prática é importante que seja feita tanto em animais de casa quanto de rua, pois ninguém sabe da moléstia que o animal apresenta no momento. Existem doenças que são classificadas como Zoonoses, e podem ser transmitidas para os seres humanos.

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Fonte: http://portaldodog.com.br/cachorros/saude/como-manipular-um-cachorro-com-dor/

 

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