A arte de reproduzir cães: Bem-estar, Legalidade e Responsabilidade.

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Você Sabia!

Várias espécies de animais se subdividem em raças, ou subespécies.

No caso dos “canis lupus familiaris”, ao longo dos séculos, através da domesticação, o ser humano realizou uma seleção artificial pelas suas aptidões, características físicas ou tipos de comportamentos, gerando assim as raças caninas. Para que seja considerado como raça, tais divisões são regulamentadas por clubes de cinofilia e mantida através de Cinófilos Criadores que se comprometem em estudos contínuos com a preservação e melhoramento dessas raças.
Para que essa preservação seja possível, os clubes estabelecem um padrão. Porém, é necessário que esse padrão seja avaliado por juízes da raça, elegendo-se os melhores exemplares selecionados em suas categorias. É para isso que existem as exposições caninas. Os cinófilos criadores selecionam aquele que avaliam ser o melhor exemplar e levam em exposições para que os cães sejam avaliados e assim recebam certificados atestando estarem dentro do padrão exigido e consequentemente, elegendo os melhores exemplares.

A dinâmica é a mesma para as provas de trabalho.

Como se trata de exemplares vivos e não objetos que possam ser copiados, um acasalamento traz resultados diversos. Cinófilos comprometidos selecionam apenas os melhores exemplares para reprodução, provas e exposição. Se não houver exemplar apto, um cinófilo criador comprometido com a raça que manipula jamais irá reproduzir um cão que não foi selecionado e destinando a essa finalidade.

Mapeamento genético, genealógico, baterias de exames são realizados na matriz e padreador, porém, é impossível prever o futuro do cão quando ainda é um pequeno filhote, porém, a experiência do cinófilo criador o leva a identificar determinados aspectos físicos e de temperamento, auxiliando nessa seleção. O padrão da raça prevê características físicas e de temperamento que devem ser preservadas para que a raça seja mantida. Quando um cão é selecionado para desempenhar sua característica mais forte, seja ela reprodução, esporte ou exposição, os demais filhotes da ninhada consequentemente poderão ser disponibilizados para venda ou doados.

É nesse momento que os cães de raça vão para tutores que querem exemplares para guarda ou companhia. Em algumas ninhadas pode haver mais de um exemplar apto, mas com certeza uma boa parte deveria ser destinada apenas para companhia ou guarda, dependendo da raça. Mesmo sendo bons exemplares, não serão os melhores para reprodução, exposições ou provas de trabalho, seja por motivos que envolvem patologias físicas ou comportamentais.

Esses cães, sejam filhotes ou adultos, não podem ser objeto de compra e venda sob a ótica consumerista por não se tratarem de um simples objeto inanimado nem haver uniformidade no resultado final. O cão está sujeito a mudanças no seu físico, caráter e até mesmo a doenças adquiridas ou genéticas não previstas no momento da aquisição.

Por ser dotado de sentimentos, não deveria ser apenas vendido ou doado sem um critério de seleção. Por exemplo: um canil coloca à disposição um filhote de excelente linhagem, mas sem as melhores aptidões para exposições ou esporte.

O cão é destinado para um desses fins. Não obtém êxito e talvez seja substituído pelo tutor descontente. E para onde vai esse cão? Muitas vezes passa de mão em mão por não se adequar ao local onde foi viver. Com certeza esse destino não é o mais adequado para um animal. Por isso é adequado que o canil ou profissional contratado para essa finalidade seja a pessoa apta para decidir a destinação desse cão.

Que possa indicar qual o filhote mais adequado para cada finalidade e, quando preciso, desfazer vendas ou doações e até retomar o exemplar. Porém, sob a ótica consumerista, o desfazimento do negócio por essas razões pode gerar responsabilidade material e moral para o canil. Da mesma forma, um objeto vendido e pago não poderia ser retomado. Mas o que é mais importante? O bem estar do cão e a preservação da raça ou o abalo moral de quem esperava um cão e não obteve? Se o cão inadequado for destinado a essa pessoa que o aguardava, muito provavelmente o abalo ao cão e a essa pessoa, a longo prazo, serão maiores e decorrentes dessa destinação inadequada.

A cinofilia só pode ser exercida se houverem estudiosos, criadores comprometidos com a raça que criam e assim trabalhem para manter as características que determinam aquela raça. Por essa razão, a comercialização formal de cães e os direitos que norteiam essa prática batem de frente com a preservação das raças caninas e o bem-estar animal.

Para preservar as raças caninas e zelar pelo bem-estar dos cães, adequado seria que sua tutela e destinação tivessem legislação própria. O que inclui proibição de comércio de cães em lojas e feiras. Porém, enquanto isso não acontece ideal é efetivar a doação desses cães seja a título gratuito ou oneroso. Também estabelecer contratos específicos para cada finalidade. E no momento de gerir conflitos, priorizar o bem-estar do cão e avaliar, quando houver, a real responsabilidade do canil.

Preservar raças caninas é um trabalho difícil e deve ser remunerado por quem se beneficia dessa prática. O cão em si não pode ser visto como um objeto de valor monetário. Porém o trabalho agregado à sua reprodução e educação bem como as despesas havidas merecem a devida recompensa. Tratando-se de ser vivo e com sentimentos, não pode ser visto como mero objeto e nem como ser humano. O “canis lupus familiaris” é uma espécie com suas peculiaridades.

A espécie merece respeito e seus conservadores também. Aplicar regras do direito consumerista puramente a relações de criação e adoção de cães é um retrocesso. Da mesma forma, a responsabilidade civil deve ser ponderada levando-se em consideração o bem-estar dos animais, a previsibilidade de danos e a real possibilidade de prevenção. A legislação deve se adequar a essa realidade.

Reproduzir cães é uma arte e necessita de conhecimento e dedicação. Dedicação essa que pode ser recompensada financeiramente, porém não deve fazer parte do comércio formal, por isso, até hoje é visto como HOBBY pelos leais cinófilos existentes seja nacional ou internacionalmente.

A espécie canina está introduzida na sociedade e muitos seres humanos se tornam dependentes da companhia e da funcionalidade dos cães. A melhor forma de preservar essa relação é adequar à legislação e sua aplicabilidade, mesmo que de forma jurisprudencial.
Texto original: Ana Paula Ruzinski

 

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