Fonte: Cultura não é argumento

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Uso irregular de jalecos na saúde e a contribuição deste para o fenômeno-doença.

O emprego do jaleco além de ser uma vestimenta recomendado para os profissionais de saúde como uma das barreiras de proteção na prevenção de contaminação por agentes infecciosos, principalmente aqueles que trabalham em áreas com riscos variáveis e complexas, também reduz significativamente o risco de acidente ocupacional.

Infelizmente esse tradicional equipamento de proteção para profissionais da saúde e para quem trabalha no campo da pesquisa, cujo uso deveria ser dentro do seu local de trabalho como laboratório ou ambiente hospitalar, passa a ser utilizado fora desses ambientes como uma marca que transmite respeito e traz valor a pessoa que usa. Ao mesmo tempo em que o jaleco é considerado um acessório de proteção para o profissional o seu mau uso passa ser um veículo de transmissão de doenças.

PUCCINI (2011, p. 3044) em uma das suas pesquisas direcionada à infecção hospitalares, relembra que meado do século XIX o médico Ignaz Semmelweis, de origem húngara e ideias questionadoras e meio conservador círculo de colegas em Viena, comprovou a hipótese de que as doenças graves (doenças infecciosas na época não se conhecia a existência de microrganismos) eram decorrentes de procedimentos terapêuticos, foi por muitas vezes alvo de zombarias e até perseguido.

Bactérias multirresistentes, que podem provocar doenças como faringite, otites, pneumonia, tuberculose e até mesmo a morte, são carregadas para lugares públicos e retornam das ruas para consultórios médicos, odontológicos, enfermarias e salas de cirurgia nos jalecos dos mais diversos profissionais da saúde. Essa negligência profissional, na maioria das vezes acontece por arrogância ou por desconhecimento de alguns conceitos básicos de microbiologia (CARVALHO et al., 2009, p. 307).

Locais como restaurantes e lanchonetes perto de hospitais, laboratório de análises clínicas, consultório odontológico, clínica cirúrgica e veterinária de várias cidades observa-se, diariamente, médicos, enfermeiros, odontólogos e outros profissionais de saúde paramentados com seus aventais de mangas compridas, gravatas, estetoscópio nos pescoço e até mesmo vestimentas específicas para área cirúrgicas que seria restrita somente para seus ambientes de trabalho e que estão presente nestes ambientes públicos (CARVALHO et al., 2009, p. 357).

Mesmo com a Norma Regulamentadora NR-32 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que restringe o uso do jaleco fora do local de suas atividades laborais, ainda é muito comum o descumprimento dessa regra entre os profissionais da saúde.

O professor Adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro e chefe do Laboratório de Microbactérias do Instituto de Microbiologia Paulo de Goes Rafael Silva Duarte, em janeiro de dois mil e doze aponta que os micro-organismos patogênicos podem ser depositados em tecidos de jalecos por diversos meios (mão, secreções, contaminação ambiental) e não são eliminados em período curtos, permanecendo viáveis por períodos prolongados. O mesmo também afirmou que Mycobacterium tuberculosis, por exemplo, o agente etiológico da tuberculose permanece viável no tecido de algodão 50 dias como comprovaram por experimentos em seu laboratório (RIBEIRO e SEVERIANO, 2012).

As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) são consideradas em todo mundo como um importante problema de saúde pública por comprometeres a segurança e a qualidade assistencial dos pacientes em instituições de saúde, levando ao prolongamento do período de internação (OMS, 2009; HAUTEMANIÈRE et al., 2011 apud SILVA, 2011 p. 17).

Estudos relacionados com a origem das infecções hospitalares tem demonstrado que em certos casos este problema não pode ser evitado/prevenido mesmo com todas as precauções adotadas, como é o caso de pacientes imunologicamente comprometidos, sendo a infecções de origem da sua própria microbiota. Já em relação à questão da existência das infecções que podiam ser evitadas, exige da equipe da saúde e das instituições, responsabilidade, ética, técnica e social no sentido assegurar os serviços e os profissionais a prevenção das infecções hospitalares (PEREIRA, 2005, p. 252).

A contaminação microbiana de uniformes e jalecos brancos surge durante atendimento clínico em contato com o paciente, e do usuário para o uniforme. Neste caso, o uso rotineiro pelo profissional de saúde no contato com pacientes faz com que esses acessórios se tornem colonizados por bactérias patogênicas. Esta questão foi confirmada em uma pesquisa na qual foi demonstrado que os jalecos brancos de estudantes de medicina são mais susceptíveis de estarem bacteriologicamente contaminado em pontos de contato frequente, como mangas e bolsos. Os principais microrganismos identificados foram os que estão presente na pele incluindo o Staphylococcus aureus. Para alguns pesquisadores, a limpeza dos jalecos realizada pelos estudantes, foi correlacionada com a contaminação bacteriológica, onde apenas uma parte desses estudantes lavava os seus jalecos esporadicamente (CARVALHO et al., 2009, p. 358)  

Embora a responsabilidade das infecções seja relacionada também a estrutura organizacional que envolve políticas governamentais, institucionais, administrativas, interpessoais e Intersetoriais no trabalho, o envolvimento profissional é o grande foco para a falta de conscientização na adesão as medidas de controle de Infecção Hospitalar (IH).

Vários pesquisadores relatam que uniformes dos profissionais de saúde, incluindo, os jalecos, quando em uso torna-se progressivamente contaminados com bactérias provenientes de usuários, de pacientes e de ambientes clínico. Alguns acessórios que ficam em contato direto com os jalecos dos profissionais de saúde como crachás de identificação, colares e brincos usados por muitos profissionais também podem estar contaminados com microrganismos patogênicos que poderiam ser transmitidas aos pacientes.

Um dos membros da comissão de biossegurança do centro de saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e chefe do Laboratório de Microbiologia de Alimentos do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Goes (IMPPG) Marco Antônio Lemos Miguel, alerta que além da importância da lavagem das mãos, a proibição do uso do jaleco fora do ambiente de saúde é importante, pois fecha umas das portas por onde microrganismo extremamente perigoso pode ter acesso à comunidade. Esse pesquisador relata que estudos realizados demonstram que as bactérias causadoras de infecções hospitalares podem permanecer até 17 semanas no jaleco, e o número dessas bactérias patogênicas não se reduz durante a jornada de trabalho como de 8 horas de um profissional de saúde. Esses microrganismos muitas vezes são resistentes a antibióticos causando grande dificuldade no tratamento do paciente, aumenta o custo e os riscos de morte (RIBEIRO e SEVERIANO, 2012).

A consequência desta negligência profissional, especialmente dos profissionais da área da saúde em relação à segurança do paciente e da comunidade, tem demonstrado falha nas campanhas de conscientização dos profissionais e da população. Esse problema deve ser rotineiramente trabalhado, passando os profissionais a serem notificado e por último punidos pelo o estabelecimento empregador.

REFERÊNCIAS:

http://portal.anvisa.gov.br/

CARVALHO, Carmem Milena Rodrigues Siqueira et al. Aspectos de biossegurança relacionados ao uso do jaleco pelos profissionais de saúdeuma revisão da literatura. Texto contexto – enferm.,  2009, vol.18, n.2, p. 355-360.

PEREIRA, Milca Severino et al.. A infecção hospitalar e suas implicações para cuidar da enfermagem. Texto Contexto Enferm, 2005. jun., v.2, n. 14, p. 250-257.

PUCCINI, Paulo de Tarso. Perspectivas do controle da infecção hospitalar e as novas forças sociais em defesa da saúde. Ciênc. saúde coletiva, 2011, vol.16, n.7, p. 3043-3049.

RIBEIRO, André e SEVERIANO, Luana. Por que e como deve ser punido o uso do jaleco fora do ambiente de trabalho. Olhar Vital – UFRJ. Ed. 275, jan. 2012. Disponível em <http://www.olharvital.ufrj.br/2010/index.php?id_edicao=275&codigo=4&gt;.  Acesso 02 abril 2013.

SILVA, Marlene das Dores. Caracterização epidemiológica dos microrganismos presentes em jalecos dos profissionais de saúde de um hospital geral. 2011. Tese (Mestrado em Enfermagem) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2011, p. 102.

Artigo por * Margareth Oliveira  Amâncio, 2013

  • Mestranda em Biotecnologia Farmacêutica pela Universidade de Coimbra – Portugal, Enfermeira e Farmacêutica. Especialista em Saúde Pública e também Especialista em Urgência e Emergência. http://lattes.cnpq.br/6354150948286018 

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Cesar Millan ou Victoria Stilwell, quem tem razão?

Sempre quando começamos a falar em técnicas de adestramento básico, comportamento canino e problemas de temperamento vêm à tona o debate para saber quem é melhor Cesar Millan, o mexicano que virou celebridade em L.A. com o programa “O Encantador de Cães” (Animal Planet), ou Victória Stillwell, ex- atriz britânica que apresenta o programa “Ou eu ou o Cachorro” na GNT.

Cesar não se mostra como adestrador, mas sim como comportamentalista canino que tem objetivos bem diferentes de ensinar o cão a sentar ou dar a pata. No Brasil, adestradores, MV especialistas em comportamento animal criticam-no por ser entendê-lo como rude, pregar a submissão e abusar dos toques físicos nos cães. Os resultados de suas “sessões” são rápidos e quando não consegue atingir seu objetivo, (em curto prazo) leva o cachorro do episódio para seu centro de reabilitação em Los Angeles, para terminar o tratamento.

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Victoria tem outra abrangência em seus programas. Ela ensina técnicas, comprovadas pelos adeptos do Reforço Positivo, que com paciência, insistência e muito trabalho os cães podem abandonar comportamentos bastante desagradáveis e perigosos para quem convive com eles.

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APROVEITAR O LADO BOM DE CADA UM

Como bom curioso eu prefiro entender melhor e pesquisar o que cada um tem para oferecer, separando caso a caso. Em minha opinião, as técnicas de César são mais eficientes com cães agressivos, ansiosos e dominantes de raças grandes, principalmente os molossos. Na realidade, Cesar treina o tutor e família humana a se tornar o líder do cão deixando bem claro que o inverso é perigoso para o equilíbrio da relação humano-cão-humano e traz sofrimento ao animal. No caso que ocorreu no Rio de Janeiro, entre um casal de Rottweillers agressivos que chegaram a mutilar a mão da tutora. É claro que o fim desta história foi trágica para todos. A mulher, médica-cirurgiã, perdeu o movimento da mão direita e, consequentemente, sua carreira. O cão foi sacrificado por ser uma ameaça real para a família. O marido desta médica lamenta não ter entendido os sinais demonstrados pelos cães, tais como a possessividade da comida, a territorialidade e a dominância excessiva do macho. Sobrou carinho e faltou atitude.

Neste cenário é preciso entender que pessoas inexperientes com cães devem evitar certas raças. Ao mesmo tempo, quem tem um exemplar de uma raça forte deve buscar informação, ajuda profissional e se impor como líder indiscutível do animal. César deixa isso bem claro quando diz que carinho e amor não são o que um cão espera da relação, mas sim três coisas, nesta ordem:

  • Exercício: Eles precisam gastar a sua energia de forma orientada, pelo menos uma hora por dia, sempre respeitando os sinais do seu líder \ dogwalkercastrozn, geralmente é recomendado passeios de pelo menos 40 minutos (dependendo do porte, idade e salvo restrição médica veterinária); [Posse Responsável];
  • Disciplina: Deve ser aplicados com o escalonamento de regras, limites e restrições entre o cão e matilha-família. Disciplina também quer dizer regularidade das tarefas e com as atividades indicadas, propiciando que eles se tornem mais sociáveis e tranquilas; [Psicologia Canina];
  • Carinho: Isso a maioria é especialista. Essa deve ser a última atividade realizada com o cão. O carinho também é usado como recompensa por bom comportamento. [Reforço Positivo].

Victoria Stillwell é adestradora profissional. Admirado e seguido por milhões de profissionais e proprietários de cães, seu método de educação canina é embasado no reforço positivo de treinamento, que, por meio de petiscos e agrados, mostra ao cão que atitudes positivas têm recompensa, e combate, veementemente, a dominância, a agressividade e a punição diante de maus comportamentos do animal. Ela diz que muitos comportamentos negativos dos cães acontecem porque eles vivem sob as regras de nossa casa, estranhas aos animais, e acabam desenvolvendo problemas como estresse, ansiedade e insegurança. Se punir esse animal, poderá fazê-lo se comportar de forma ainda pior e incentivá-los a se tornarem agressivos. O reforço positivo mostra ao cão como se comportar e de que forma se comportar bem traz prazer.

Em contra ponto a Cesar Millan, Stilwell afirma: “O ponto principal contra a teoria da dominação é que ela pode ser perigosa para as pessoas. Quando as pessoas veem, na mídia, um cão que é treinado com o uso dessas técnicas rudes, de certa forma está sendo enganados. O modo como a TV mostra as coisas pode ser muito sedutor. (Lembre-se do aviso sobre nunca realizar as técnicas aplicadas por Cesar Millan e SEMPRE solicitar apoio profissional). A razão pela qual me orgulho muito de meu programa é que, se algo não está dando certo, não digo que é um sucesso. Nós mostramos a verdade. Não acontece com muita frequência no meu programa porque trabalho duro para que tudo dê certo. Mas as pessoas vão acreditar no que virem e pode parecer impressionante. O que elas não percebem que algumas técnicas podem causar danos psicológicos aos cães e afetar a confiança entre cão e dono.”.

Em tempo: Eu nunca vi Cesar Millan, apesar da rudeza característica, condenar um cão a ser sacrificado, no entanto, Stilwell recomendou o sacrifício de um Cocker Spaniel, durante um episódio que tratava de agressividade. Agora basta você optar qual programa ou leitura mais te agrada ou se encaixa no perfil de seu cão, para que possa ajudá-lo a interagir ainda mais com seu companheiro.

 

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Adestramento, Cesar Millan, Comportamentalista Canino, Victoria Stilwell

Para ajudar os dois (2) animais caninos que estão em uma residência, onde o atual inquilino se mudou e deixou os cães pra trás, no bairro de Vila Guilherme, zona norte de SP, depois de ver um post em uma rede social, fomos ao local e identificamos a real situação e SOLICITAMOS ENCARECIDAMENTE, mobilização para locomoção deles para LARES TEMPORÁRIOS, a fim de abrigar os animais para que possam ser levados ao veterinário, caso necessite realize o devido tratamento e castração para posterior adoção. Nestas casas, o que não falta para os animais vítimas de maus-tratos e abandonados é amor.

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Por enquanto, os dois cães continuam na casa, em conversa com vizinhos, foi relatado que estão alimentando pelo muro (jogando a ração em sacola plástica), e a água é que é o problema, pois os cães estão isolados no fundo da residência que está trancada, dificultando o acesso. Necessitamos URGENTEMENTE DE LARES TEMPORÁRIOS, pois com a dificuldade de oferecer água e alimento é grande. 

“Nós, já temos alguns cães nesse esquema e entre idas e vindas, alguns ficaram definitivamente.” No entanto, achar novos tutores para os cães não é uma tarefa fácil. Alguns passam anos à espera de uma família. A internet se tornou uma aliada na campanha e faz com que os animais fiquem conhecidos. 

2 (DOIS) CÃES ABANDONADOS EM CASA VAZIA (ZN-SP), PRECISAM DE LAR TEMPORÁRIO, MADRINHAS E PADRINHOS, VAMOS AJUDAR ?

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